Por 4 a 3, TSE aprova candidatura de Jackson

Do Congresso em Foco:

Brasília – Por maioria dos votos, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram o registro de Jackson Lago (PDT) ao governo do Maranhão. Ele teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), por conta de condenação por abuso de poder político nas eleições de 2006. No Maranhão, o Tribunal Regional Eleitoral local (TRE-MA) não aplicou as novas regras de inelegibilidade usando como argumento o princípio da anualidade.

Dos sete ministros da corte, quatro entenderam que Jackson Lago deve ter o registro liberado por conta do tipo de instrumento jurídico usado na época para cassar o mandato do pedetista. Como foi usado um recurso contra expedição de diploma (RCed), não houve, durante o julgamento original, a decretação da inelegibilidade de três anos, como previa a antiga redação da Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90). “Na época, não houve decretação da inelegibilidade. Então, não é possível conceder o recurso”, afirmou o relator do caso, Hamilton Carvalhido.

Acompanharam o relator os ministros Arnaldo Versiani, Marcelo Ribeiro e Marco Aurélio Mello. Os dois últimos, além de concordar com os argumentos do relator, acrescentaram que a ficha limpa deveria obedecer o artigo 16 da Constituição Federal, que prevê o princípio da anualidade para leis que alteram o processo eleitoral. Por maioria, o TSE entendeu, na análise de duas consultas e de casos específicos, que as novas regras não modificam o processo e não são pena, mas sim critério de inelegibilidade.

A divergência foi inaugurada pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que adiantou seu voto na tentativa de convencer os colegas de corte a barrarem Jackson Lago. Para ele, com a Lei da Ficha Limpa, instrumentos como o RCed e a ação de impugnação de mandato eletivo (Aime), também têm poder, agora, de decretar inelegibilidade. Antes, a jurisprudência da corte não ´permitia. “Todas servem para apuração do abuso de poder”, afirmou Lewandowski, que foi acompanhado pela ministra Cármen Lúcia e pelo ministro Aldir Passarinho Junior.

Lago foi cassado pelo TSE, no ano passado, por abuso de poder político. Na época, os ministros entenderam que, em um evento do governo do Maranhão meses antes das eleições de 2006, configurou a irregularidade por conta de um discurso do chefe do Executivo na época, José Carneiro Tavares (PSB), afirmando que “muitos candidatos que estão aqui presentes são bons para o Maranhão, não a filha de um senador”. A referência era a Lago e ao ex-ministro Edson Vidigal, que estavam presentes, e à adversária Roseana Maranhão, que acabou herdando o cargo com a cassação do pedetista.

Ibope: Roseana cresce e fica mais perto de vencer eleição no 1º turno

Do imirante.com:

O Ibope divulgou, nesta quinta-feira (30), os números da terceira pesquisa encomendada pela TV Mirante sobre a intenção de votos para o governo do Maranhão. De acordo com a pesquisa, a candidata Roseana Sarney (PMDB) lidera a disputa com 47%. Em segundo está Flávio Dino com 23%. Jackson Lago (PDT) é o terceiro com 18%.

Os candidatos Marcos Silva (PSTU) e Saulo Arcangeli (PSol) aparecem com 1% das intenções de voto cada um. Josivaldo Corrêa (PCB) não pontuou mais uma vez. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizaram 4% e os que não sabem, 6%.

Votos válidos

O Ibope também divulgou os votos válidos sem contar brancos e nulos. Neste caso, Roseana Sarney teria 53%, enquanto Flávio Dino teria 25% e Jackson Lago 20%. Os outros candidatos somariam 2%.

Eventual 2º turno

O Ibope fez também a simulação para um eventual segundo turno entre Roseana Sarney x Jackson Lago e Roseana Sarney x Flávio Dino. Veja os números:

Roseana x Flávio: a candidata do PMDB teria 51% contra 35% de Dino;

Roseana x Jackson: a candidata do PMDB teria 55% contra 31% do pedetista;

Dados

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 29 de setembro. Ao todo, o Ibope entrevistou 1.204 eleitores em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e no Tribunal Superior Eleitoral.

Segunda pesquisa

Na última pesquisa, divulgada no dia 17 de setembro, a candidata Roseana Sarney (PMDB) continuava liderando a disputa com 46%. Em segundo estavam os candidatos Jackson Lago (PDT) e Flávio Dino (PC do B) com 21% cada um.

O candidato Marcos Silva (PSTU) apareceu com 1% das intenções de voto. Josivaldo Corrêa (PCB) e Saulo Arcangeli (PSol) não pontuaram. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizavam 2% e os que não sabiam, 9%.

Ainda de acordo com a segunda pesquisa, o Ibope também divulgou os votos válidos sem contar brancos e nulos. Neste caso, Roseana Sarney teria 52%, enquanto Jackson Lago e Flávio Dino apareceriam com 23% cada um. Josivaldo e Marcos Silva teriam com 1% cada um. Saulo Arcangelli não pontuou.

A segunda pesquisa do Ibope também considerou um eventual segundo turno. Foi realizada simulação para um eventual segundo turno entre Roseana Sarney x Jackson Lago, Roseana Sarney x Flávio Dino e Jackson Lago x Flávio Dino. Veja os números:

Roseana x Jackson: a candidata do PMDB teria 53% contra 30% do pedetista;

Roseana x Flávio: a candidata do PMDB teria 49% contra 34% de Dino;

Jackson x Flávio: o candidato do PC do B teria 39% contra 29% de Jackson.

Primeira pesquisa

Na primeira pesquisa do Ibope, divulgada no dia 27 de agosto, a candidata Roseana Sarney (PMDB) possuía 47%. Jackson Lago (PDT) era o segundo com 25%, seguido por Flávio Dino com 13%.

Marcos Silva (PSTU) teve 1% das intenções de voto. Josivaldo Corrêa (PCB) e Saulo Arcangeli (PSol), não pontuaram. Votos brancos e nulos totalizavam 3% e os que não sabiam, 11%.

Folha prepara novo factóide contra Roseana

O jornal Folha de S. Paulo está preparando um novo factóide para tentar atingir a candidatura da governadora Roseana Sarney (PMDB). A repórter do jornal Elvira Lobato esteve reunida hoje pela manhã com Aderson Lago e Aziz Santos para colher deles algumas informações no sentido de embasar suas matérias.

Agora há pouco ela ligou para uma fonte do blog pensando estar falando com Aderson:

Elvira se juntou a Aderson e Aziz para criar 'factóides' contra Roseana

- Aderson, qual o nome do dono da casa lotérica? Lembra que eu falei contigo e o Aziz hoje pela manhã? – disse ela;
- Lembro – respondeu a fonte se passando por Aderson;
- Você tem aí o número do Aziz? Me da aí que que quero falar com ele – continuou Elvira;
- Não estou com ele aqui – respondeu a fonte;
- Ah, então tá bom! Vou vê se eu consigo aqui – encerrou ela desligando o telefone cujo número é (21) 8276-3542.

Será que Roseana ganhou na mega-sena e não avisou ninguém?

Hoje Elvira pulbicou matéria dando conta que “pessoas ligadas ao grupo de Roseana” estariam pagando passagens para jovens tirarem carteira de trabalho no interior por conta da obrigatoriedade de dois documentos na hora da votação. Exigência essa que o Supremo acaba de derrubar, mesmo com o pedido de José Serra (PSDB) para o ministro Gilmar Mendes votar contra (veja aqui). Na verdade, trata-se do programa Viva Cidadão, surgido no governo Roseana e imitado em São Paulo como o nome de “Poupa Tempo”.

O curioso é que a Folha, obviamente a serviço de Serra apesar de não ter assumido como fez o Estadão, só encontra defeito na campanha de Roseana. O jornal não viu a distribuição de combustível que Jackson Lago (PDT) fez ontem em Imperatriz (veja post abaixo ou aqui) ou a pressão que o prefeito Humberto Coutinho (Caxias) faz sobre funcionários municipais para participar de atos de campanha do comunista Flávio Dino oferecendo até carros? (reveja).

Será que Elvira não ouviu falar também no Caso Ópera Prima e no “Zeus” da Operação Navalha? Desinformada, essa repórter, hein?!

Sarney Filho e o ‘jogo do voto’

O deputado Sarney Filho (PV) deve ser reeleito neste domingo mais uma vez como um dos campeões de votos no Maranhão. Além do tradicional corpo-a-corpo com o eleitor e articulações com lideranças políticas em todo Estado, ele preparou uma grande estratégia na internet para atrair o eleitor.

Em seu site foram criadas várias ferramentas de interação com o usuário, tais como fóruns de discussão (Fala Maranhão), onde são colocadas as propostas posteriormente catalogadas em um ranking, jingles, notícias, o trabalho do deputado na Câmara, depoimentos, fotos, vídeos e o material de campanha, sendo possível até baixar seu santinho.

No entanto, o maior sucesso do site é o “jogo do voto” onde é simulado o funcionamento de uma campanha eleitoral. É muito divertido. Clique aqui e participe.

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão do STF sobre documentos para votar

Da Folha de S. Paulo:

São Paulo – Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar. Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

Serra falou com Mendes em auditório onde se reuniu com sindicatos

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor. A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.

Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha. Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como “meu presidente”. Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: “O que estão xeretando?”

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa. Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade. Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência. À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título. Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto. “A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia”, afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. “Procurei em minha residência o meu título”, disse. “Felizmente, sou minimamente organizado.”

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral. O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um “excesso”. “Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança”, disse.

Veja fotos do helicóptero que caiu em Imperatriz

Fotos: Sidney Rodrigues/Divulgação.

Helicóptero de Roberto Rocha e Jackson Lago cai e piloto morre. Candidatos não estavam na aeronave

Em primeira mão às 9h40. O helicóptero que levou nesta quinta-feira pela manhã os candidatos Jackson Lago (PDT) e Roberto Rocha (PSDB) a Balsas em Imperatriz por volta das 8h. O piloto morreu carbonizado. O pedetista e o tucano nada sofreram. Eles não estavam na aeronave. O helicóptero havia deixado os dois em Balsas e precisou voltar a Imperatriz. Já próximo à cidade caiu.

Arte: Maurício Araya/ Imirante

Não se sabe ainda as prováveis causas do acidente. Roberto e Jackson estão em Imperatriz dando apoio às autoridades e fornecendo informações que possam levar às causas do acidente. Eles devem suspender todos atos de campanha hoje.

O helicóptero é modelo Robinson 44. Ele caiu numa área aberta no Conjunto Nova Vitória, bairro que fica na margem esquerda da BR-010, sentido Imperatriz-Porto Franco, não muito distante do aeroporto Renato Moreira. Ao tocar ao solo, a aeronave pegou fogo.

Segundo a PM, a vítima seria o piloto Luís Flávio Quinta, de 50 anos, que trabalhada em uma empresa de aviação em Araguaína (TO), e seria o proprietário da aeronave.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), PM e Infraero foram deslocadas para a área. Houve dificuldade das equipes em chegar ao local em razão do acesso e às chamas que consumiam o helicóptero. Dezenas de curiosos estão no local, que foi isolado pelas instituições de segurança.

De acordo com as primeiras informações, o veículo teria perdido o controle, sendo que o piloto ainda teria tentado fazer um pouso forçado, sem êxito.

Nota: Post alterado às 10h30 para acréscimo de informações do Imirante.com. Ainda hoje mais informações.

Recordar é viver: corrupção deixou crianças de Caxias sem merenda

Para Flávio Dino, Humberto Coutinho é um prefeito "honesto"

Durante o debate desta terça-feira, o candidato Saulo Arcageli (PSOL) desmontou o candidato Flávuio (PCdoB) ao mostrar sua ligação com o prefeito de Caxias, Humberto Coutinho (PDT). Na ocasião, revelou que a sáude do município é comandada pela fundação do prefeito. O comunista já declarou por várias vezes que o pedetista é um aliado “leal”, honesto” podendo vir a seu “copiloto” numa futura administração.

Se voltasse um pouco mais ao passado, o candidato do PSOL lembraria de uma matéria do programa “Fantástico” de 2008 mostrando que por conta da corrupção na administração municipal, as crianças caxienses não tinham merenda. Levavam de casa sala, farinha e óleo para poder lanchar.

Enquanto isso a prefeitura comprava 22 toneladas de carne. Detalhe: as crianças estavam em férias e a carne tinha de ser consumida em até 60 dias.A nota fiscal da compra da carne está em nome de José Cardoso da Silva, conhecido como Zé do Bode. Zé do Bode é funcionário da Frical, o matadouro e o frigorífico que pertence a Antônio Apolônio, que vem a ser pai do presidente da Câmara dos Vereadores de Caxias.

A reportagem denuncia ainda que antes de se tornar prefeito de Caxias, o então deputado estadual Humberto Coutinho construiu um centro particular de saúde. O centro tinha o único serviço de tomografia computadorizada de Caxias. o governo do Estado comprou do deputado o centro, para transformá-lo em Hospital Universitário. Depois de ter vendido o centro, Humberto Coutinho construiu um dos maiores hospitais particulares do interior do Maranhão. O centro que virou Hospital Universitário nunca foi utilizado pelos estudantes e o tomógrafo sumiu. Um hospital que custou R$ 4,2 milhões ao contribuinte do Maranhão virou um monte de entulho, camas destruídas, leitos empilhados e equipamentos desaparecidos. Procurado pelo Fantástico, o governo do estado afirma que haverá obras e reformas no local.

A reportagem termina assim. “Em Caxias, falta merenda escolar e sobra laranja, que não mata a fome desses brasileirinhos.” É realmente fantástico!

Leia aqui a reportagem completa no site do próprio Fantástico ou clique abaixo para assistir:

TSE libera saques acima de R$ 20 mil em Roraima

Boa Vista – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou os saques acima de R$ 20 mil que estavam proibidos em Roraima desde segunda-feira e também desobrigou os bancos e instituições financeiras a informarem os saques acima de R$ 10 mil. A medida tinha sido adotada com o objetivo de coibir a compra de votos, comum no Estado. No Maranhão, o candidato Flávio Dino (PCdoB) também queria proibir os saques nesse valor (reveja).

A decisão liminar do ministro Aldir Passarinho Junior atende a recurso protocolado pelo Itaú Unibanco contra determinação feita no dia 18 pelo juiz eleitoral de Roraima, Luiz Fernando Mallet, em ação ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral.

O Itaú Unibanco alegou que não há amparo legal para que bancos sejam obrigados a expor seus correntistas, “apenas em razão de uma inespecífica cogitação de uso dos recursos sacados para a prática de ilícito eleitoral”.

Para o ministro relator, a decisão da Justiça Eleitoral viola o sigilo fiscal e a garantia constitucional de proteção à intimidade e à vida privada. “Como ressaltado pelos impetrantes, a proteção da normalidade e da legitimidade das eleições há de ser feita nos estritos termos da lei, o que não ocorreu na espécie”, disse na sentença.

As informação são da Agência Estado. Leia mais aqui.

Muito mais que um beijo

Foto: Biaman Prado/O Estado Maranhão

Após o debate de ontem os candidatos Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (PMDB) se cumprimentaram. Trocaram beijinhos. O comunista , inclusive, insistiu num segundo beijo. “É porque eu e ele nos damos muito bem”, disse ela, após o programa diante da provocação dos repórteres.

O comunista parece ter se arrependido de ter chamado a governadora de “onça” durante comício em São Domingos. Flávio Dino e Roseana são amigos. Antes da eleição até correligionários. Logo no início da campanha ela queria ele como um dos seus candidatos ao Senado. Ele preferiu esticar a corda e acabou saindo candidato ao governo.

As brigas e ataques são coisas de campanha. Para quem não lembra: em 2008 o deputado Raimundo Cutrim (DEM) era o candidato oficial do grupo Sarney à Prefeitura de São Luís.

Certa vez ele foi conversar com Roseana em sua residência no Calhau e por lá encontrou Flávio Dino, também candidato. Não prestou. Cutrim ficou uma arara e por pouco não rompeu com o grupo. Chegou a ameaçar abandonar a candidatura.

O então candidato João Castelo (PSDB) aproveitou para explorar o fato. O deputado, obviamente, negou. Como também negou o pedido que o senador José Sarney fez a Lula para gravar uma declaração em seu favor (reveja).

Por isso, quando ouço Flávio Dino falar em “oligarquia”, começo a pensar: há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã filosofia possa imaginar. Clique e veja a cena após o debate:

Jackson Lago distribui combustível em Imperatriz

Cada veículo recebeu 14 litros de combustível para participar de carreata de Jackson Lago em Imperatriz

Jackson Lago (PDT), que no debate de ontem mostrou a aproximação com o comunista Flávio Dino (PCdoB), não se emenda mesmo. Cometeu crime eleitoral em plena luz do dia na Grande Imperatriz, na tarde desta quinta-feira (29) onde comandou mais uma carreata.

Leitor do blog flagrou dezenas de motos com bandeira do candidato pedetista abastecendo em posto localizado na Av. Bernardo Sayão – em frente ao Quartel do 50º BIS. Quem fosse participar, recebia combustível de graça.

A movimentação começou por volta das 13h. Primeiro, apareceram os carros de som do pedetista, na tentativa de “descaracterizar” a distribuição do combustível.

Depois, foi a vez das motos. E só abastecia quem tinha as bandeiras do candidato afixadas nas motos.

A carreata começou às 16h, percorrendo as principais ruas do Centro, Bacuri e Nova Imperatriz. Também presentes ao ato, os candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Edson Vidigal (PSDB), além dos prefeitos Deoclides Macedo (Porto Franco) e Ildemar Gonçalves (Açailândia).

Foram 14 litros por veículo distribuídos em quatro postos, entre eles o Guimarães e o do Shopping. A nota acima é assinada por Olimpio Gury, ligadíssimo a Bebeto Telles, um dos homens de Jackson em Imperatriz.

STF extingue julgamento da Ficha Limpa e beneficia Jackson Lago

Do G1:

Brasília – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira (29), por 6 votos 4, extinguir o recurso do ex-candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz, sem julgamento do mérito da questão. Barrado com base na Lei da Ficha Limpa pela Justiça Eleitoral, o ex-governador do DF recorreu ao STF.

Jackson não corre risco mais de ser cassado até o dia da eleição

A maioria dos ministros entendeu que, diante da renúncia de Roriz à disputa pelo governo do DF, a ação perdeu o objeto de debate. A Lei da Ficha Limpa veta a candidatura de políticos condenados em decisões colegiadas e que renunciaram a mandato eletivo para escapar de cassação.

Com a decisão do STF, a análise sobre a validade da ficha limpa para as eleições deste ano e sua aplicação será feita em outro recurso de candidato “ficha suja” que chegar ao Supremo. Os ministros extinguiram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas sobre o caso de Roriz. As consultas e os outros julgamentos nos quais o TSE confirmou a validade da lei para estas eleições ficam mantidas.

O relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, votou pelo arquivamento do processo para que, depois de terminado os prazos de recursos, ficasse valendo a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a ficha limpa. Os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa acompanharam Britto.

A maioria, no entanto, seguiu o voto divergente do ministro Marco Aurélio Mello, que defendeu a extinção do processo sem analisar o pedido de registro do candidato.

Se tivemos perda de objeto, o quadro deságua na extinção sem julgamento do mérito. Principalmente o Supremo, que tem uma função pedagógica, não se podendo proclamar o trânsito em julgado da decisão do TSE.”Ministro Marco Aurélio Mello“Se tivemos perda de objeto, o quadro deságua na extinção sem julgamento do mérito. Principalmente o Supremo, que tem uma função pedagógica, não se podendo proclamar o trânsito em julgado da decisão do TSE. Processo é acima de tudo liberdade de saber o que pode ou não ocorrer na tramitação de uma causa”, disse o ministro Marco Aurélio.

“Quando o ora recorrente se referiu a renúncia a candidatura estava usando de uma figura retórica para simplificar, como não havia sido registrada nenhuma candidatura. O que sucedeu tecnicamente é uma abdicação da pretensão de obter registro. Desaparecida a pretensão que constituía objeto do processo não cabe lugar Desaparecida a pretensão não há objeto de decisão de mérito”, afirmou o presidente do STF, ministro Cezar Peluso.

Depois de dois dias de sessão na semana passada, o julgamento do recurso de Roriz no STF foi interrompido diante do impasse criado pelo empate em 5 votos a 5. Leia mais aqui.

Saulo X Jackson: coitado do velhinho!

Outro bom momento do debate foi a discussão entre Saulo Arcangeli (PSOL) e Jackson Lago (PDT). Saulo disse que o ex-prefeito de São Luís nunca planejou o crescimento da cidade e o Plano Diretor foi “alterado apenas para beneficiar construtoras, inclusive para aumentar arranha-céis (sic) na Avenida Litorânea”. “O PDT administrou a capital por 16 anos e o trânsito está um caos, não há regularização das terras e o transporte coletivo está precário. Em sua gestão você não soube planejar São Luís”, completou.

Jackson rebateu dizendo que foram suas administrações que “deram dignidade aos bairros, tirando os palafitados da Lagoa da Jansen e dando dignidade à Ilhinha e ao Coroadinho”. O ex-prefeito afirmou ainda ter feito os grandes serviços de drenagem da capital e, na elaboração do Plano Diretor, foi ouvida a sociedade impedindo que os prédios fossem construídos grudados um no outro.

Na tréplica, Saulo foi irônico: “O senhor vive em outra cidade”. Clique e veja:

Ao vivo: veja como Saulo desmontou Flávio Dino

Saulo Arcangeli num dos intervalos do debate

Conforme relatado em post abaixo, um dos melhores momentos do debate foi o embate entre Saulo Arcangeli (PSOL) e Flávio Dino (PCdoB).

- O senhor é apoiado pelo prefeito de Caxias, o coronel Humberto Coutinho, que segundo você é leal, é honesto. Mas em Caxias ele trata a saúde de forma muito ruim. Os recursos do SUS são utilizados por uma entidade privada, a Fundação Humberto Coutinho. Se for eleito governador, você vai usar essa mesma forma na gestão da saúde? – questiona Saulo;

- Eu lamento que você esteja aqui fazendo a mesma crítica que a oligarquia faz a mim, como espécie de linha auxiliar. A cidade de Caxias tem muitas obras. A administração do prefeito foi tão bem avaliada que ele foi reeleito. Quem vai governar sou eu. Nós tem aliados, inclusive o prefeito Humberto Coutinho. Não escondo minhas alianças – devolve Flávio Dino;

- Você não respondeu minha pergunta. Humberto Coutinho usa sua fundação para gerir recursos do SUS e você diz que ele será seu copiloto. E Humberto Coutinho apoia um senador ligado a Roseana Sarney (no caso, Edison Lobão). Você também está representando uma das vias da oligarquia – retruca o candidato do PSOL;

- Quando eu falei de copiloto, falei que vou fazer um governo compatilhado. Vamos ter muitos copilotos, inclusive sobretudo você (telespectador) – desconversa o comunista. Clique e veja:

Deu na Folha: Roseana é principal alvo do debate

Por Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo:

A governadora Roseana Sarney (PMDB) foi o principal alvo dos ataques no debate dos candidatos ao governo na TV Mirante, afiliada Globo. Em vários momentos, a candidata reagiu aos ataques com tom duro.

Flávio Dino cumprimenta Roseana após debate. Foto: Biaman Prado

“Me respeite. Sou uma mulher séria”, declarou ao ser questionada sobre uma obra feita pela construtora Gautama, empreiteira envolvida em suspeitas de irregularidades.

Segundo Roseana, todas as obras em seus governos (ela ocupou o cargo de 1994 a 2002 e a partir de abril de 2009) são precedidos de licitação pública coordenadas por grupos técnicos.

Roseana disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “olhou menos pelo Maranhão do que Lula”, em resposta ao candidato Flávio Dino –que concorre pelo PC do B, em coligação com o PSB e PPS– que a acusou de limitar-se a colocar placas em obras feitas pelo governo Lula.

Dino vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto e, por isso, concentrou suas críticas à governadora. Segundo ele, Roseana investe em saúde menos do que o Piauí (R$ 104 per capita contra R$ 151) e gasta cinco vezes mais com publicidade do que com ensino técnico.

A longa hegemonia política do grupo Sarney no Estado foi apontada por todos os adversários de Roseana. Ela reagiu dizendo que tem 50 anos de idade e não pode ser considerada uma continuidade do governo de seu pai, havido nos anos 60. Saulo Arcangeli, candidato do PSOL, disse que todo o Brasil torce pelo fim da oligarquia Sarney.

No final do debate, diante das reincidentes críticas a ela e ao que os adversários chamaram de “longo domínio” da ”oligarquia” Sarney no Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) sugeriu que seu pai, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deveria ser convidado para o próximo debate, já que os demais candidatos só citam seu nome.

Roseana insinuou que as críticas a ela e ao governo são fruto de preconceito contra a mulher. “É duro ser mulher e governar um Estado”, afirmou.