MP pede paralisação de obras de shopping da Franere em Imperatriz

Infiltrações e danos ambientais causados pelas obras do Imperial Shopping, sob responsabilidade da Construtora Franere, em Imperatriz (a 617km de São Luís), levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar, no dia 17 de novembro, ação civil pública contra a empresa responsável pelo empreendimento, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e a Secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente de Imperatriz (Sepluma).

Quanto à Franere, o promotor Jadilson Cirqueira de Sousa, que responde temporariamente pela Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Imperatriz, requer que a Justiça determine a paralisação das obras do Imperial Shopping, enquanto a empresa não apresentar o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), referente ao empreendimento, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Obras do Imperial Shopping estão cheia de irregularidades, segundo MP

Na ação, Sousa pede a anulação das licenças ambientais concedidas pela Sema ao empreendimento e que esta exija da Franere a apresentação EIA/RIMA, referente ao shopping. No âmbito do Município de Imperatriz, o promotor solicita que sejam anulados a Certidão de Uso e Ocupação do Solo, emitida pela Sepluma, e o alvará emitido pela Prefeitura de Imperatriz em favor da Franere.

Investigações

Denúncias recebidas por Sousa relataram que os trabalhos de drenagem subterrânea da obra do shopping têm causado infiltrações nas casas próximas ao empreendimento, localizado no Setor Rodoviário do município.

No curso do Procedimento Administrativo (PA) nº 006/2011, instaurado no dia 3 de outubro para investigar as denúncias, a Franere apresentou ao MPMA a cópia da Certidão de Uso e Ocupação do Solo, emitida Sepluma, com validade vencida em 12 de julho de 2010, além da escritura do terreno do empreendimento, alvará da Prefeitura de Imperatriz com validade até 18 de agosto de 2013 e Carta de Viabilidade Técnica da Caema. A empresa também apresentou Licença de Instalação (LI), expedida pela Sema, vencida em 19 de abril de 2011.

O Ministério Público requisitou a Sema cópias dos estudos ambientais referentes ao empreendimentos. Mas a requisição ministerial nunca foi atendida pela secretaria.

Sousa apurou junto à Sepluma que as obras do Imperial Shopping estão localizadas em Área de Preservação Permanente (APP), ocasionando acúmulo de água nas residências do entorno. O órgão municipal apresentou ao Ministério Público dois Termos de Fiscalização, relatando inspeções que constataram presença de água e falta de drenagem. Mesmo com a concessão de prazo para correção das irregularidades verificadas e na documentação, a Franere não atendeu à determinação da Sepluma.

Defesa

Em sua defesa, a Franere afirmou que as “denúncias dos moradores vizinhos são totalmente infundadas”. Além de negar que as obras do shopping estejam em Área de Preservação Permanente, a empresa afirmou que o impacto sobre a drenagem é temporário e que as casas não foram abaladas ou trincadas pelo serviço de fundações bate-estaca.

Em inspeção realizada no dia 11 de novembro, o promotor constatou vários danos estruturais como rachaduras e trincagens. “As casas dos moradores vizinhos estão todas comprometidas e com riscos de desabamento, com enormes rachaduras e trincagens nas estruturas de sustentação, paredes úmidas e pisos sujeitos a ceder, pela possibilidade de recebimento de águas subterrâneas”, relata o promotor na ACP. “Não se trata de qualquer atividade de construção comercial, mas de atividade que pode causar degradação ambiental significativa”, acrescenta.

Sem Estudo de Impacto Ambiental

O MPMA também constatou que a Franere não realizou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório-EIA/RIMA, imprescindíveis ao licenciamento ambiental de um empreendimento do porte do Imperial Shopping. A empresa também não apresentou qualquer estudo sobre a origem das águas encontradas no terreno da obra e tampouco estudo de impacto de vizinhança.

“A Sema concedeu Licença de Instalação sem a apresentação de qualquer avaliação de impactos ambientais mais abrangentes, muito menos de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e de Estudo de Impacto de Vizinhança.”, destaca Sousa. Ele ressalta que a secretaria dispensou a apresentação de EIA/RIMA sem qualquer fundamentação, substituindo-os por uma avaliação de impactos ambientais de menor amplitude.

Shopping

As obras do Imperial Shopping foram iniciadas em junho de 2010 e sua conclusão está prevista para setembro de 2012. Segundo a construtora, 49% das obras do empreendimento estão concluídas. O empreendimento possuirá 53.370 metros quadrados de área construída, cerca de 180 lojas, um supermercado e quatro salas de cinema.

(As informações são do Ministério Público).

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8 comentários para “MP pede paralisação de obras de shopping da Franere em Imperatriz”


  1. Ricardo

    Se o de Sao Luis foi feito assim…, imagina Imperatriz. O daqui foi inaugurado sem licença dos bombeiros, e da SEMA, não sei nem se já possui.

  2. dinho

    Esse ministerio publico so age por influencia politica o promotor é uma vergonha como autoridade publica.

  3. jomar

    COMO SEMPRE, A JUSTIÇA DO MARANHAO PERDE E A INICIATIVA PRIVADA GANHA…QUEM MANDA NO MARANHAO É O MARCOS REGADAS, BARBOSA E CIA

  4. Campos

    a verdadeira história da FRANERE é que tem gente grande por trás, mas como no MARANHÃO, o poder judiaciário é todo CORRUPTO, quem manda é o dinheiro e quem perde é só o MARANHENSE,pois não sabemos mais em quem confiar, pois a SEMA, CORPO DE BOMBEIROS,PREFEITURA DE IMPERATRIZ, CAEMA, CEMAR, todos os Orgãos deram viabilidade ao empreendimento, então todos tem que responder pelos seus atos, pois a FRANERE tem que demolir e reestabelecer a aréa que ela degradou e como se sabe que é APP ( Aréa de Preservação Permanente ), tem que reestabelecer a areá como estava no inicio, pois somente com ações concretas, devemos ter mais clareza quando se emite uma Licença, Alvará,Viabilidade, para qualquer emprendimento, seja ele público ou privado.

    Augusto Campos
    Engenheiro Civil
    São Paulo – SP

  5. Joao

    eita Estado de gente atrasada mesmo….o povo tem q ta é feliz q a construcao de um shopping vai trazer milhares de benefícios para a cidade de Imperatriz,gerar empregos e muita outras coisas positivas….mas ai como sempre o povo adora meter pau em quem esta por cima….Marcos Regadas pra mim é o maoir empresário do estado,ja fez milhares de obra na cidade de sA luis e ta ajudando a desenvolver o estado,acorda minha gente!vao se inspirar nele e trabalhar!
    Viva Marcao!!!!!

  6. Oscar

    Sr”Augusto”,se a construtora teve a licença dos quatro orgãos e da Prefeittura,ae inverte-se o ônus da culpa(se é q a mesma existe).Se a SEMA deu o alvará,quem é o promotor para dizer que não.Isso tá me parecendo aquela velha história:”criar dificuldades para vender facilidades”.Vejo ao redor do empreendimento somente vegetação rastreira,onde esse promotor viu APP?Gente,nossa 2ªmaior cidade precisa de shopping desse porte.Esperamos que a Justiça,seja justa mesmo.E o ‘espeto de pau” deles(M.P.) alí no Calhau,será q nunca viram?Já veio até o CNMP e qual providencia?

  7. Pedro

    Só querem propina..

  8. Newton

    Concordo com o comentário do Pedro. Ai tem gente querendo se beneficiar na moleza. Aqui em Imperatriz é só o que não falta.

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