Plano de saúde não pode fixar limite para despesa hospitalar, decide STJ

Da Folha de S. Paulo:

Brasília – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) considerou ilegal a prática adotada por um plano de saúde que limitou em contrato o valor das despesas com internação hospitalar.

Segundo os ministros da corte, os planos não podem prever limite para a cobertura médica ou o tempo de internação. A decisão do tribunal foi divulgada hoje.

O STJ analisava o caso de uma mulher do Estado de São Paulo que morreu após tratamento de um câncer no útero. À época, ela passou dois meses internada na UTI de um hospital privado.

Durante o tratamento, o plano de saúde suspendeu o pagamento, argumentando que o valor havia atingido o teto máximo, de R$ 6.500, previsto no contrato.

A paciente obteve na Justiça uma decisão liminar, e o plano foi obrigado a cobrir os gastos até o final do tratamento (encerrado quando a paciente morreu).

A empresa responsável pelo plano de saúde recorreu à Justiça. Os tribunais paulistas entenderam que a cláusula que limitava os custos, apresentada com “clareza e transparência”, era legal.

Para o STJ, que julgou o recurso, contudo, a cláusula era “abusiva, principalmente por estabelecer montante muito reduzido, R$ 6.500, incompatível com o próprio objeto de contrato do plano de saúde, consideradas as normais expectativas de custo dos serviços hospitalares”.

“Esse valor é sabidamente ínfimo quando se fala em internação em UTI”, afirmou o ministro do STJ Raul Araújo, que relatou o caso.

Os magistrados ressaltaram que é inviável fixar preço para as despesas com tratamento médico.

Além de pagar os custos do tratamento, o plano de saúde foi condenado a indenizar a família da paciente, em R$ 20 mil, por danos morais.

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1 comentário para “Plano de saúde não pode fixar limite para despesa hospitalar, decide STJ”


  1. Rodolfo

    Sr Décio, atraves do seu blog, venho fazer um apelo a Sra Governadora do Maranhão, para que olhe por nós, funcionários tercerizados, que recebemos pelo INAGRO, orgão que não tem nehuma responsabilidade e compromisso com seus funcionários. Recebemos o último salário em Dezembro e até então nada de nos pagar. Quando se liga prá sabermos alguma possibilidad do dia do pagamento, somos atendidos com desdnho e falta de respeito.
    Peco a autoridade competente que tome as providencias, pois afinal de contas, trabalhamos, temos nossos compromissos, e acima de tudo, temos família, e precisamos d alimentos para a nossa sobrevivência.
    Por favor Dra Roseana Sarney, pedimos a sua atenção para conosco, que sempre honramos a senhora com o nosso voto.

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