Homem que devia agiotas no Maranhão é executado em Teresina

Um homem foi assassinado na manhã deste sábado (31), por volta das 8h30, em frente a uma loja de som de carros na avenida Miguel Rosa. Segundo a polícia, a vítima foi identificada como Fábio dos Santos Brasil Filho, 33 anos, mais conhecido como “Fábio Brasil”. Ele teria dívidas com vários agiotas do Maranhão.

Júnior Brasil , que devia vários agiotas no Maranhão, foi morto com três tiros

“As características são de execução. Segundo o que apuramos até agora, ele estava sendo seguido e ao parar em frente à loja, uma moto com dois homens parou ao lado e efetuaram vários disparos contra o Júnior Brasil”, afirmou o coronel Fernandes Albuquerque, comandante da companhia metropolitana de policiamento.

De acordo com testemunhas, a vítima conduzia um veículo de modelo Saveiro Cross, na cor branca, quando foi interceptado pela motocicleta dos bandidos. Um deles desceu do veículo e efetuou os disparou, e logo após fugiu em um carro, de modelo Golf, na cor preta. “Fábio Brasil”, que era corretor de veículos em Teresina, foi morto com três tiros na cabeça.

A vítima foi atingida na cabeça, e morreu instantaneamente. Em seguida, o atirador fugiu a pé, entrando na Rua Murilo Braga, onde entrou novamente no carro preto e evadiu-se. Informações não confirmadas dão conta de que uma motocicleta também teria dado suporte à ação. Familiares da vítima compareceram ao local, e ficaram muito abalados.

O comandante de policiamento urbano da área do 1º Batalhão, Tenente Juracy Félix, foi um dos primeiros a chegar ao local do crime. “Todo o efetivo do 1º Batalhão está empenhado na busca dos suspeitos. Estamos nas ruas efetuando as diligências. As evidências indicam que foi algo planejado”, disse ele. A PM isolou a área, que ficou tomada por curiosos. A Strans precisou redirecionar o tráfego de veículos no sentido sul-centro, e o sentido oposto da Miguel Rosa ficou bastante congestionado.

(Com informações do Meio Norte.com).

Weverton não comenta ‘negócio’ com agiota

O deputado Weverton Rocha (PDT) ainda não se pronunciou sobre a denúncia do blog (reveja) dando conta de um “empréstimo” de R$ 800 mil que ele fez em setembro de 2010 junto ao agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan.

Weverton fez empréstimo na campanha

Dos R$ 800 mil, o deputado só recebeu mesmo cerca de R$ 400 mil.  O parlamentar deu em garantia ao “negócio” quatro imóveis e três cheques pré-datados. Os recursos teriam sido usados na campanha eleitoral. O pedetista declarou ter gasto na campanha R$ 273 mil.

O caso poderia se configurar como “Caixa 2″. No entanto, o prazo para denunciar a irregularidade junto à justiça eleitoral já acabou.

Leitores do blog criticaram Weverton e Pacovan pela assinatura do documento por ter gerado “prova” contra eles mesmos.

Perceba que a matéria do Fantástico reproduzida abaixo trata de agiotas de ponta de esquina, que emprestam R$ 100 e cobram até R$ 1,5 mil. Daí nota-se a gravidade do fato revelado pelo blog.

Weverton não é o primeiro e último político maranhense que recorre a um “profissional do juros”. Muitos outros têm feito o mesmo. Pior: o próprio político sendo o agiota. Reveja os documentos do “negócio do deputado” com Pacovan:

O contrato



Os cheques e um dos imóves que Weverton deu em garantia



Deu no Fantástico: agiotas ameaçam, agridem e até debocham para cobrar dívidas de ‘clientes’

Do Fantástico:

O Fantástico volta a falar de um assunto que chocou o Brasil esta semana. Uma idosa, de 79 anos, foi brutalmente agredida dentro de casa por um agiota que cobrava uma dívida do neto dela. Infelizmente, a violência desses bandidos não é novidade – como mostram escutas telefônicas gravadas pela polícia.

Aposentada Lyriasiria Santos,79, ficou cega após apanhar de agiota

Policiais vasculham uma favela em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. No lugar de casas simples, um sobrado chama a atenção. No local, Marcelo Jeremias vivia cercado por aparelhos eletrônicos comprados com dinheiro do crime. Era extorquindo pessoas que Marcelo ganhava a vida até ser preso na última quinta-feira (5).

A ascensão dele começou no fim de outubro de 2011, quando a policia desmontou uma quadrilha de agiotas e prendeu 15 bandidos. “Nós apreendemos, debaixo da cama do então líder da quadrilha, algo em torno de R$ 800 mil. Notas promissórias, cheques, alcançando uma quantia superior a R$ 5 milhões de valores consignados”, diz o delegado Marcos André Buss.

Na época, Marcelo era apenas um dos gerentes do bando. Mas no dia da operação policial, enquanto os chefes eram presos, ele assumia o negócio criminoso, como mostra uma escuta autorizada pela Justiça. “Para mim, nada. Deu m… para os grandes”, diz ele na gravação. “Estou em casa, graças a Deus, agora eu sou empresário. Sou patrão agora”, diz Marcelo.

“Nós temos notícia de que uma conta bancária que passou a ser utilizada no mesmo dia da prisão, passou de R$ 0 para R$ 7 mil em algo em torno de quatro ou cinco horas. Porque esse Marcelo que está preso hoje já passou a ligar para as vítimas realizarem os depósitos em outra conta”, conta o delegado.

Leia também:
Os ‘negócios’ de Weverton com o agiota Pacovan
Veja os cheques que Weverton deu para o agiota

A oferta é grande, feita em jornais, distribuída em panfletos, no meio da rua mesmo. Dinheiro fácil, entregue sem burocracia. Parece a solução dos problemas, mas é, na verdade, uma armadilha. A entrada para um mundo de pavor e desespero.

Um homem que prefere não ser identificado é uma das vítimas dos agiotas. Ele pegou R$ 100 emprestado e não consegue saldar a dívida. “Eu fui pagar, mas eles não querem R$ 100. Eles querem R$ 1,5 mil. Primeiro, invadiram a minha casa. Se não é meu vizinho que entra para separar a briga, ele tinha me matado”, conta o homem.

É uma história parecida com a da aposentada Lyriasiria dos Santos Gomes. No rosto da senhora de 79 anos, as marcas da violência de um agiota. “Eu estava deitada, ele chegou e me abordou. Começou me bater, me bater, me bater. Aí eu comecei a lutar com ele. Aí comecei a gritar a minha filha. Ele ficou com medo e foi embora”, relata a aposentada. Assista a reportagem:



Por causa de R$ 150 que o neto dela devia, a aposentada ficou cega de um olho. “Foi uma coisa horrível, mas não surpreende, na medida em que nós temos notícias de homicídios que são praticados por quadrilha de agiotas. São pessoas cruéis, que fazem de tudo para recuperar esse crédito”, diz o delegado.

Durante as investigações, os policiais civis do Rio descobriram o mundo aterrorizante das cobranças dos agiotas. “Cátia, você está me ouvindo, não está? Você acha que para chegar onde eu cheguei, eu cheguei como? Eu matei gente, eu vendi arma, eu fiz tudo que a senhora imagina que tem de ruim”, afirma um agiota.

Quando a pessoa faz um empréstimo, tem que deixar telefone e endereço de parentes. Assim, os bandidos conseguem ameaçar a família toda. “Está de gracinha? Eu pego seu filho, arrebento o seu filho”, ameaça a voz em uma gravação.

Em outra escuta, um cobrador está na casa da vitima. Por telefone, discute a cobrança com o chefe. “Terça-feira eu estou aguardando essa vagabunda com R$ 1 mil no escritório”. O chefe orienta: “Se ela não aparecer, você não vai aí à toa, não. Vou mandar a caminhonete tomar tudo, tudo que essa vagabunda tem de valor. Se nada me interessar nessa p… também, taca logo fogo nessa p… desse barraco”, grita o chefe do cobrador.

A dificuldade de pagar a dívida tem motivo: juros altíssimos. Em uma escuta, o agiota diz que os juros são de 48% e começa a cantar: “Pegou, tem que pagar, senão o bonde brota. Nunca confunda idiota com agiota. Seu tempo passou, nós vamos pedalar sua porta. Nunca confunda idiota com agiota”, fala um agiota.

Jonatas Silva Correia, que canta o funk, era um dos chefes da quadrilha e também foi preso. A polícia já encaminhou o pedido de mais 36 prisões ao Ministério Público.

“O ideal é que as pessoas não contraiam empréstimo para não caírem nesse ciclo, porque aí elas ficam vinculadas e dificilmente vão conseguir se libertar. Depois que já estiver nessa situação, ela não tem outra opção: tem que procurar a delegacia de polícia porque senão vai se submeter às exigências do agiota”, recomenda o delegado.

Veja os cheques que Weverton deu para agiota

Cópias dos cheques:

Um dos imóveis que Weverton deu em garantia ao “empréstimo”

Os ‘negócios’ de Weverton com o agiota Pacovan

No dia 17 de setembro de 2010, às vésperas do primeiro turno da eleição, o então candidato a deputado federal Weverton Rocha (PDT) pediu R$ 800 mil emprestados ao agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, preso em maio do ano passado pela Polícia Federal acusado de receber mais de R$ 1 milhão em dívidas da Prefeitura de São João do Paraíso.

Weverton Rocha fez empréstimo com agiota

Disfarçado de “transação comercial”, sob o pomposo nome de “contrato de parcelamento e confissão de dívida com garantia real”, o negócio era na verdade um “contrato de agiotagem”. Foi registrado no Cartório Alvimar Braúna, no João Paulo.

Weverton, hoje deputado no lugar de Carlos Brandão (PSDB), pediu os R$ 800 mil a Pacovan e em garantia ofereceu ao agiota uma casa duplex e dois lotes terrenos no Olho d’Água, além de um lote com 20 kitnets no Tirirical (São Cristóvão).  O blog está de posse de toda a documentação.

No entanto, o pedetista recebeu em dinheiro mesmo apenas R$ 400 mil. Os outros R$ 400 mil (100%) foram o “lucro” de Pacovan.

O deputado fechou três contratos garantindo os imóveis como pagamento da dívida, exigência de Pacovan para poder resgatá-los, em caso de calote, mais facilmente.

Além dos imóveis, Weverton assinou três cheques pré-datados como garantia do pagamento do empréstimo – um de R$ 200 mil, com data de 10 de novembro de 2010, outro de 300 mil, para 10 de dezembro do mesmo ano, e o último de R$ 300 mil, para 10 de fevereiro de 2011, todos do Banco do Brasil.

Segundo apurou o blog, o deputado pagou direitinho a dívida e resgatou os cheques e os imóveis. Com ele conseguiu quitar essa dívida não me perguntem. À Justiça Eleitoral ele declarou possuir apenas R$ 352 mil em bens (veja aqui).

Abaixo, os documentos e daqui a pouco mais outros:



Bomba no blog!

O blog vai revelar dentro de instantes um dos negócios mais difíceis de ser provado no mundo da política: a agiotagem envolvendo parlamentares e os profissionais que emprestam dinheiro a juros extorsivos.

No caso, o blog conseguiu documentos de um deputado federal maranhense negociando com um conhecido agiota em setembro de 2010, período da eleição.

A agiotagem é crime federal cuja pena varia de seis meses a dois anos de cadeia, mas virou uma verdadeira praga no Maranhão. Como 2012 é ano eleitoral, a tendência do “negócio” é só crescer.

Os problemas de muitos prefeitos começam justamente ao pedir empréstimos para agiotas durante a campanha. Ao assumir, a dívida já está em valores astronômicos e ele acaba tendo de desviar os recursos municipais para pagar o débito, sob pena até de ser morto.

Está passando da hora das autoridades tomarem uma medida drástica contra esse tipo de crime. No ano passado, a PF até prendeu o agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan.

No entanto, ele passou cinco dias preso e no outro dia já era visto na Assembleia cobrando alguns credores.

E agora continua por aí: livre, leve e solto.

Denúncia de agiotagem na Assembleia continua repercutindo nacionalmente

Deputados do MA podem estar “vendendo” emendas para pagar empréstimos de campanha

 Do site Ucho.Info:

Agiotagem – Para conseguir se eleger, um candidato a qualquer cargo público já sabe que terá de gastar muito dinheiro. E consequentemente terá de assumir pesados compromissos financeiros com cabos eleitorais ao longo da campanha. Boa parte desse dinheiro não aparece na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral, assim como suas fontes de recursos.

Os empréstimos contraídos fora do sistema financeiro foi a saída encontrada pelos candidatos para financiar os gastos de campanha. Assim, a figura do agiota tornou-se tão comum nos comitês que acabou sendo indispensável para movimentar a engrenagem eleitoral.

No Maranhão, um escândalo estadual ganhou contorno de intrigas e desconfianças, depois que denúncias na Assembléia Legislativa apontaram a negociação de recursos de emendas parlamentares – estaduais e federais – como forma de pagamento dos empréstimos ilegais contraídos na campanha. O mesmo método pode estar sendo adotado em outros estados.

Nesta segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa do Maranhão rejeitou a criação de uma comissão especial para apurar as denúncias, que já estariam sendo investigadas pela Polícia Federal. No início de maio, agentes federais perseguiram um notório agiota, Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, que teria ligações com prefeitos e secretários municipais, movimentando R$ 25 milhões em sistema fraudulento e de desvio de dinheiro público.

Pacovan e outros personagens do subterrâneo financeiro receberiam como garantias os recursos de emendas parlamentares, especialmente nas rubricas de merenda escolar, distribuição de remédios e reforma de estradas vicinais. As denúncias do jornalista Décio Sá tomaram proporções, mas não convenceram os deputados estaduais maranhenses a criar a CPI. Valeu a máxima de preservar a própria espécie, ou como é conhecido no mundo da política, prevaleceu o espírito de corpo.

O requerimento foi apresentado pelo deputado Raimundo Cutrim (DEM), ex-delegado federal que por duas vezes foi secretário da Segurança Pública do Maranhão. Até mesmo Cutrim teria sido vítima de achaque. Para não deixar rastro, os agiotas (dois deles seriam deputados) exigiam contratos de gaveta ou garantias imobiliárias. A fonte de pagamento, no entanto, seria o dinheiro público. A venda das emendas teria um deságio de 30% a 50%, segundo se comentou nos corredores do Parlamento maranhense.

O ex-secretário de Segurança Pública pediu que a Casa criasse uma comissão especial para investigar a denúncia de má aplicação das emendas parlamentares nos municípios. Um dos meios apontados por Cutrim, segundo informou hoje o jornal “O Imparcial”, para que fosse realizada a apuração, seria através do levantamento das emendas parlamentares datadas a partir de 2006.

No mesmo pedido, Cutrim também fala de investigação de aplicação das verbas parlamentares pelas prefeituras. No documento elaborado pelo deputado há também referência a prefeitos que estariam utilizando notas fiscais falsas para comprovar conclusão de obras que jamais saíram do papel. Mais uma vez, não há um nome sequer, município ou órgão específico a ser investigado.

Segundo o jornal, há a prática corriqueira de “apadrinhamento” das emendas – quando os parlamentares da antiga legislatura e que não voltarão a ocupar a Casa deixam a cargo dos novos deputados a aplicação das verbas

Agiotagem na Assembleia: taí a prova!

Quando denunciei aqui que deputados estavam vendendo emendas para agiotas fui bastante criticado. Diziam que era uma denúncia vazia e não tinha provas.

Raimundo Cutrim queria investigar agiotagem

Na ocasião, disse que prova documental seria difícil porque nenhum “empresário” faz este tipo de negociata com recibo.

O deputado Raimundo Cutrim (DEM) ficou indignado com a denúncia. Na semana passada, ele apresentou requerimento pedindo que a Casa criasse uma comissão de sete deputados para investigar o caso.

Da Tribuna disse que o colega que votasse contra seu requerimento estaria confirmando a existência da negociata. Nesta segunda feira, os deputados rejeitaram a proposta com 19 votos contra, 14 ausentes e apenas 9 a favor.

Durante a votação, Hélio Soares (PP) saiu-se com essa: “Para mim tanto faz votar contra ou a favor, mas voto na orientação da liderança contra a proposta”, disse.

Veja como foi a votação:

Contra o requerimento: Arnaldo Melo (PMDB), Alexandre Almeida (PTdoB), André Fufuca (PSDB), Antonio Pereira (DEM), Tatá Milhomem (DEM), Edson Araújo (PSL), Carlinhos Florêncio (PHS), Eduardo Braide (PSB), Francisca Primo (PT), Hélio Soares (PSDB), Jota Pinto (PR), Léo Cunha (PSC), Magno Bacelar (PV), Raimundo Louro (PR), Rigo Teles (PV), Roberto Costa (PMDB), Stênio Rezende (PMDB), Vianey Bringel (PMDB) e Zé Carlos (PT).

A favor: Bira do Pindaré (PT), Carlinhos Amorim (PDT), Cleide Coutinho (PSB), Eliziane Gama (PPS), Gardênia Castelo (PSDB), Marcelo Tavares (PSB), Neto Evangelista (PSDB), Raimundo Cutrim (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB).

Ausentes: Afonso Manoel (PMDB), Camilo Figueiredo (PDT), Carlos Filho (PV), César Pires (DEM), Dr. Pádua (PP), Edilázio Jr. (PV), Edivaldo Holanda (PTC), Hemetério Weba (PV), Luciano Leitoa (PSB), Fábio Braga (PMDB), Manoel Ribeiro (PTB), Marcos Caldas (PRB), Rogério Cafeteira (PMN) e Valéria Macedo (PDT).

O esforço inútil de Raimundo Cutrim

O deputado Raimundo Cutrim (DEM) deu entrada nesta terça-feira em requerimento para criação de uma comissão especial formada por sete membros para investigar denúncia deste blog dando conta que deputado estariam negociando com agitoras emendas com deságio de até 50%.

Raimundo Cutrim quer investigar agiotagem

Por conta disso, o ex-secretário de Segurança está pedindo que sejam levantadas todas emendas desde 2006, indicando o autor, o município beneficiado, o valor destinado, o nome do prefeito. O democrata quer o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) acompanhando toda investigação.

Para tentar “sensibilizar” os colegas, ele afirmou que quem votar contra seu requerimento é porque está envolvido no esquema denunciado pelo blog.

Apesar da iniciativa de Raimundo Cutrim, dificilmente a Casa vai mexer nesse vespeiro. Ainda não votou sequer uma proposta do próprio deputado com objetivo de tornar públicos os gastos com essas emendas.

Volto a repetir: a fonte do blog foi um deputado em atividade. O fato acontece há anos e todo Maranhão sabe. O que é difícil é a prova documental porque agiota não vai assinar recibo. Até quando pega o imóvel de alguém como garantia ele faz o registro em cartório como se estivesse comprando. Para desvendar mesmo essa situação, só uma apuração da Polícia Federal.

Melhor seria se o deputado encampasse a proposta do blog de apresentar uma proposta para o governo acabar com repasse de emenda para estrada vicinal. Esse é o grande ralo do desvio e do esquema com os agiotas.

Marcelo Tavares, que se empavonou todo quando a primeira notícia saiu, anda caladinho, caladinho… Eu queria ver se ele tem coragem de apresentar proposta para acabar com emenda para estrada vicinal.

Para quem não lembra: foi no governo José Reinaldo, tio de Marcelo, que pipocou o famoso esquema das estradas fantasmas, boa parte delas vicinais.

Deu no CH: agiotas continuam agindo no MA

Mais uma matéria do blog ganha repercussão nacional através da coluna Cláudio Humberto:



Agiotas “compram” emendas de deputados

Mesmo após a prisão de Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, pela Polícia Federal mês passado e a investigação sobre uma rede de “profissionais” do ramo na cidade, os agiotas continuam agindo livremente. Pior: onde deveriam estar sendo investigados.

Um deputado, que pediu para não ser identificado, contou ao blog que os agiotas estão investindo agora nas emendas que os parlamentares recebem do Governo do Estado. Cada político têm direito a R$ 2,5 milhões para repassar para obras nos municípios.

Como o recurso custa a ser liberado, os “empresários dos juros” adiantam o dinheiro ao parlamentar num valor 30% menor, em média, mas às vezes chega a 50%. Depois negociam outro percentual junto a prefeitos aliados e resgatam a totalidade do valor quando do repasse feito pelo governo.

Exemplo: um deputado resolve repassar RS 1 milhão a determinado município. O agiota adianta R$ 700 mil ao político e, dos R$ 300 mil de seu “lucro”, negocia mais um percentual com o prefeito para depois receber o total do repasse. Como ele consegue retirar esse R$ 1 milhão do cofre da prefeitura? Geralmente o prefeito faz o repasse e “cobre” com notas frias. A obra que deveria ser feita vai para o espaço. Na maioria dos casos, são usadas as recuperações de estradas vicinais, de difícil fiscalização, para mascarar a negociata.

Pesquisa

Os agiotas resolveram mudar um pouco a atuação por conta das operações da Polícia Federal. Normalmente, eles emprestavam o dinheiro para os candidatos a prefeito e depois resgatavam em contratos de araques com as prefeituras, como ocorreu em São João do Paraíso (reveja).

Agora para apoiar o políticoos estão contratando pesquisas de opinião pública. Querem saber se o candidato que pediu o “empréstimo” tem realmente condição de vencer a eleição. O valor a ser “emprestado” depende da intenção de votos registrada no levantamento.

Nota: Post alterado às 14h para acréscimo de informações.