‘Othelino me passou a perna’, diz Luciano Genésio

O segundo suplente de deputado Luciano Genésio (PCdoB) afirmou ao blog que o primeiro suplente Othelino Neto (PPS) “me passou a perna”. “Ele me passou a perna mesmo. E ainda anda dizendo que articulou minha aliança com o prefeito com o prefeito José Arlindo (PSB), o que não é verdade”, afirmou.

Luciano Genésio: traído por Othelino

Othelino assume na manhã desta terça-feira a vaga do imberbe Rubens Júnior (PCdoB) na Assembleia. O comunista pediu uma licença para tratar “assuntos particulares”.

Na verdade, “assuntos particulares” são negociações políticas entre o PPS e PCdoB em vários municípios como Matões, administrada pela mãe de Rubens Júnior, a “balaia” Suely Pereira, São Luís, Caxias e Timon (reveja).

Segundo Luciano Genésio, Othelino “segurou” a licença de Rubens Júnior enquanto era secretário da Prefeitura de São Luís para que ele não assumisse na condição de segundo suplente.

“Eles estão esquecendo o compromisso comigo. Com certeza, Flávio Dino (presidente da Embratur) não está sabendo disso”, reclamou Luciano.

Ele explicou que o “acordo” era para Rubens Júnior e Luciano Leitoa (PSB) deixarem os mandatos ainda no ano passado. Assim, ele e Othelino virariam deputados ao mesmo tempo.

O problema é que Luciano Leitoa (PSB) não está querendo deixar o mandato. Ele disse ao blog que ainda vai discutir o assunto com seu grupo político em Timon. Só depois tomará uma posição.

“O certo é Luciano Leitoa sair para Othelino e o Rubens Júnior para mim. Eles (as direções partidárias) têm de encontrar o jeito”, disse o comunista pinheirense.

O engraçado de toda essa história é que a deputada Eliziane Gama, do mesmo PPS de Othelino, nem sonha em entrar nessa discussão.

Procurado pelo blog, o primeiro suplente disse que não iria comentar as declarações de Luciano Genésio.

Marcos Caldas desmente matéria da ISTOÉ

O deputado e vice-presidente da Assembleia, Marcos Caldas (PRB), ligou para o blog indignado com a matéria da ISTOÉ envolvendo seu nome em várias denúncias, segundo ele infundadas.

Deputado Marcos Caldas nega todas as acusações feitas pela revista ISTOÉ

O deputado contou que a reportagem foi tão mal feita que a repórter Izabelle Torres sequer sabia que ele deixou o governo na quarta-feira (11). A ISTOÉ diz que ele deixará o governo amanhã. “Essa repórter nunca me ligou porque teria desmentido isso tudinho. Eles pegaram todas essas informações no google”, acredita.

Marcos Caldas voltou a desafiar quem quer que seja a provar seu envolvimento com prostituição no Piauí. “Eu renuncio ao meu mandato se encontrarem alguma gravação minha marcando programa com alguma mulher”, declarou.

Ela afirma nunca ter recebido intimação da Polícia Federal para depor no caso Fernanda Lages. Segundo o vice-presidente da Assembleia, o seu nome foi envolvido na história porque o escritório de advocacia que trabalha para ele atuou na defesa de Nayara Veloso, amiga de Fernanda, presa mês passado em Teresina.

O parlamentar disse já ter solicitado uma certidão negativa da Polícia Federal do Piauí para provar de uma vez por todas nunca ter sido intimado a depor no caso. “Na Assembleia e na minha casa nunca chegou intimação alguma.”

Sobre a suposta ameaça ao segurança, o deputado contou que o caso aconteceu há quatro anos. Na verdade, seu nome foi confundido com um tal de Márcio. “Esse Márcio atropelou uma cachorrinha num condomínio no caminho do Araçagi e teria ameaçado o porteiro do prédio. Confundiram ele comigo e alguns blogs citaram meu nome”, explicou.

Marcos Caldas declarou ainda que o caso do atropelamento é outra confusão envolvendo seu nome. Na verdade, os jovens foram atropelados pelo dono da Expand, Demócrito da Silva e Silva, em junho do ano passado (reveja). “Como acharam ele parecido comigo meu nome foi o primeiro a ser citado, mas depois tudo foi esclarecido”, contou o parlamentar.

O deputado disse que irá processar a revista ISTOÉ.

Eduardo Nicolau e Alcebíades Dantas são homenageados na Assembleia

A Assembleia Legislativa do Maranhão condecorou, nesta quinta-feira (12), com a medalha do Mérito Legislativo Manoel Bequimão, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Alcebíades Tavares e o subprocurador Geral de Justiça, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau. A comenda foi proposta pelo deputado Edilázio Júnior (PV) que justificou a iniciativa pelo trabalho desenvolvido no Maranhão pelos dois homenageados. A medalha é concedida a pessoas que tiveram destaque em trabalhos desenvolvidos a favor do estado.

Os dois foram condecorados em sessão solene com a presença de deputados, incluindo o presidente da Casa, Arnaldo Melo (PMDB), a desembargadora Nelma Sarney – representando o presidente do Tribunal de Justiça, Guerreiro Júnior – a procuradora geral de Justiça, Fátima Travassos, o secretário Clodomir Paz – representando o prefeito João Castelo – além do desembargador Gerson Filho, que representou a presidente do TRT, Ilka Esdra.

Alcebíades Dantas, Edilácio Júnior., Chico Gomes, Eduardo Nicolau e Arnaldo Melo durante homenagem na Assembleia

A sessão teve início com o discurso do deputado Edilázio Júnior que resgatou a biografia dos agraciados destacando o lado profissional de cada um. “Tanto o doutor Alcebíades Tavares quanto o doutor Eduardo Nicolau são para mim um exemplo de ser humano e de profissional. Eles merecem essa homenagem”, afirmou o parlamentar.

Em seguida, discursou o deputado Edson Araújo (PHS), que também destacou parte da biografia de cada homenageado. O presidente Arnaldo Melo anunciou o recebimento da honraria. Alcebíades Tavares recebeu a comenda do deputado Edilázio Júnior e o deputado Chico Gomes (PMDB) entregou a medalha ao procurador Eduardo Nicolau.

O deputado Afonso Manoel (PMDB) também foi à tribuna para relatar momentos marcantes entre os agraciados e ele. Segundo o peemdebista, o desembargador Alcebíades Tavares sempre foi um julgador justo que nunca fez diferença entre cores, empresários grandes ou pequenos.

Homenageados

Em seu discurso, Alcebíades afirmou ser o momento da condecoração uma oportunidade de reflexão sobre seus 39 anos de carreira jurídica. “Esse momento serve para que eu possa refletir sobre os meus atos, sobre o trabalho que venho desenvolvendo desde 1973”, declarou emocionado o desembargador.

O subprocurador-geral, que discursou em seguida, disse que o recebimento da medalha representa 32 anos de carreira no Ministério Público. “Essa medalha coroa meus 32 anos de Ministério Público. Ela ficará no meu quadro de honrarias”, disse Eduardo Nicolau.

Ele encerrou sua fala destacando que o reconhecimento concedido a ele não o envaidece, mas traz à tona o sentimento de dever cumprido e desejo de continuar lutando, como agente público, pelo engrandecimento do estado. “Mais que agentes públicos que somos, sejamos aqueles que agem em favor da coisa pública. Viva a solidariedade, viva o amor, viva a liberdade, viva a Casa de Manoel Beckman!”, exclamou.

Acordão em Pinheiro tira Rubens Jr da Assembleia

Está para acontecer o que o blog anuncia desde o ano passado. No acordão que levou o segundo suplente de deputado Luciano Genésio (PCdoB) a aceitar ser vice do prefeito de Pinheiro, José Arlindo, a quem o comunista criticava duramente até o mês passado, algum deputado da oposição ficaria doente para que o filho do ex-prefeito José Genésio assuma o mandato na Assembleia (reveja).

Paulo Matos, Othelino e Luciano Leitoa: acordo para Luciano Genésio virar deputado

Nesta terça-feira (10) o blog flagrou uma reunião do presidente do PPS do Maranhão, Paulo Matos e o primeiro suplente Othelino Neto (PPS) no gabinete de Luciano Leitoa (PSB), pré-candidato a prefeito de Timon. Luciano negou que ele é quem ficaria “doente” para Othelino assumir e na sequência abrir mão para Luciano realizar o sonho de virar deputado.

- Estamos conversando sobre a política de Timon – desconversaram os três.

Só para lembrar: o mesmo Paulo Matos que conversava com Luciano foi o mesmo que ano passado esteve na casa do também pré-candidato Alexandre Almeida (PSD), em Timon, em busca de acordos políticos. O problema é que Matos não tem o controle do PPS timonense e algo que ofereça para Luciano pode acabar não se concretizando.

No entanto, segundo apurou o blog, quem abrirá mão do mandato nos próximos dias será o imberbe Rubens Júnior (PCdoB). Ele não ficará “doente”. Vai pedir uma licença para tratar assuntos particulares.

Se Rubens Júnior é quem vai para o sacrifício, isso é sinal que a direção do PCdoB está de pleno acordo com a negociata em Pinheiro onde Luciano, para virar vice do prefeito, teria recebido um valor milionário em “luvas”s e ainda fez a mãe, demitida ano passado do município, secretária de Saúde.

É como havia afirmado Zé Arlindo ao blog ao justificar a demissão da mãe do hoje aliado: “Eles não querem se chegar”.

Não queriam!

Pedido de vista suspende julgamento de ação que questiona criação de municípios no Maranhão

Pedido de vista dos desembargadores Marcelo Carvalho Silva e Raimundo Nonato Sousa suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MA) contra a Resolução n.º 618/2011 da Assembleia Legislativa, que regulamenta a criação de novos municípios.

Ao proferir o seu voto, o desembargador Bernardo Rodrigues, relator da matéria, manteve a posição de que o parágrafo único do artigo 1º do referido ato normativo confronta a Constituição Estadual em seu artigo 10. “Neste ponto, há um evidente confronto com a lei estadual quando a Resolução que diz que cabe à Mesa Diretora expedir Ato definindo o período para o recebimento do requerimento para criação de municípios”, destacou.

Pedido de vista foi feito pleos desembargadores Marcelo Carvalho e Raimundo Nonato Sousa

Acompanharam o relator os desembargadores Stélio Muniz, Benedito Belo, Jamil Gedeon, Raimunda Bezerra e José Joaquim Figueiredo dos Anjos. Os desembargadores Jorge Rachid, Cleonice Freire e Nelma Sarney divergiram e entendem que o assunto não deveria ser objeto de Adin.

Inconstitucional

O entendimento da OAB/MA é de que a resolução da AL/MA é inconstitucional. O advogado Rodrigo Lago disse que a Constituição Federal determina a exigência de edição de lei complementar federal a fim de estabelecer prazos para a criação de municípios. Ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou prazo para o Congresso Federal criar a lei, o que até hoje não foi cumprido. Argumentou que a omissão federal não pode ser substituída por resolução administrativa.

Convidado por Lago a complementar o tempo de sustentação destinado à OAB, o presidente da seccional maranhense da Ordem, Mário Macieira, questionou quais seriam os interesses da resolução da Assembleia e disse haver exemplos de malversação de verbas nos municípios criados mais recentemente no estado.

Lei Federal

O procurador da Assembleia Legislativa, Djalma Brito, sustentou que a resolução estabelece prazos somente no âmbito da própria Assembleia Legislativa. Segundo ele, o ato do legislativo, em momento algum, determina prazo para criação de municípios.

“A possível criação de municípios atenderá aos prazos estipulados pela lei federal. Todo município é criado por uma lei estadual, precedida de estudos de viabilidade e consulta pública”, afirmou Brito, acrescentando que é a partir do plebiscito que se inicia a parte à qual a Constituição se refere.

O parecer do Ministério Público, apresentado pelo procurador de Justiça, Eduardo Nicolau, foi pela inconstitucionalidade da resolução. O entendimento da Procuradoria Geral de Justiça é de que a Assembleia Legislativa carece de competência para regular a matéria e, mesmo que tivesse, jamais poderia fazê-lo por meio de resolução.

Deputados culpam imprensa por fim dos 18 salários

Sob protesto de alguns deputados, a Assembleia Legislativa aprovou nesta quarta-feira  o corte de dois dos três salários extras por ano pago aos parlamentares maranhenses. Com isso, os deputados passarão a receber 15 salários anulamente.

Durante a sessão, também foi lida proposta do líder do governo, César Pires (DEM), determinando o fim da ajuda de custo de pouco mais de R$ mil de auxílio saúde para ex-deputados.

Sobre a redução dos salários, o líder disse que a Assembleia “pagou o preço da protelação” ao ser exposta mais uma vez de forma negativa em nível nacional. “Foi um desgaste desnecessário porque essa resolução foi proposta desde o dia 5 de março e não foi votada. Pagamos o preço da protelação”, disse.

O presidente da Casa, Arnaldo Melo (PMDB), explicou que a Assembleia do Maranhão passa a acompanhar rigorosamente a Câmara Federal no que diz respeito à remuneração dos parlamentares. Ou seja: cada deputado, no início e no término de cada sessão legislativa (1 ano), terá direito a uma ajuda de custo no valor correspondente a um subsídio, de pouco mais de R$ 20 mil

“Se, posteriormente, a Câmara Federal decidir mudar, a Mesa Diretora voltará a se reunir e a deliberar nesse sentido”, afirmou Arnaldo Melo. Com a mudança, o Decreto Legislativo, em seu artigo 4º, passa a ter seguinte redação: “É devida ao parlamentar, no início e término de cada sessão legislativa, ajuda de custo no valor correspondente a um subsídio”.

Discussão em Plenário

Durante a sessão ordinária, os deputados Bira do Pindaré (PT), Raimundo Cutrim (PSD), Cleide Coutinho (PSB), Manoel Ribeiro (PTB), Graça Paz (PDT) e César Pires (DEM) ocuparam a tribuna para manifestar seu ponto de vista sobre a matéria.

Bira do Pindaré defendeu a proposta de redução dos 18 salários dos deputados para 13 e não para 15, como fora defendido por outros parlamentares. “Se o servidor público tem 13 salários ao ano, o deputado também tem que ter 13 salários ao ano, e assim por diante”, afirmou Bira do Pindaré, assinalando que ingressou com um requerimento em que pede à Mesa providências para corrigir todas as distorções que possam existir em relação ao salário dos deputados.

Em seu pronunciamento, Raimundo Cutrim foi enfático ao afirmar que a Assembleia Legislativa foi vítima de “uma campanha sórdida da Mirante” que, segundo ele, em vez de bem informar a população, tentou criar uma falsa idéia sobre a verba indenizatória paga aos parlamentares maranhenses. Nesse ponto ele foi injusto com a emissora porque quem estoutrou o escândalo em nível nacional foi o jornal Folha de S. Paulo.

No mesmo tom, Manoel Ribeiro fez um discurso de protesto e de repúdio “contra as gangues que querem desmoralizar o Parlamento brasileiro e, especialmente, a Assembleia Legislativa do Maranhão”.

As deputadas Cleide Coutinho e Graça Paz louvaram a iniciativa da Mesa Diretora de apresentar o projeto para contornar o problema: “Toda situação difícil que traz sofrimento e constrangimento tem que ser encarada de frente, sem desvios de conduta, sem se esconder. Então eu acho que nós vamos começar a melhorar, a caminhar na estrada certa para que possamos realmente nos igualar aos demais trabalhadores”, afirmou Cleide Coutinho.

Graça Paz lamentou a “orquestração feita contra a nossa Casa Legislativa, com a clara intenção de indispor os deputados contra a sociedade”.

Só muito óleo de peroba nesses deputados!

Nota: Post atualizado às 15h10.

MP prevê aumento para professores no Maranhão

Tramita na Assembleia Legislativa a Medida Provisória nº 119, encaminhada pelo então governador em exercício Washington Luiz de Oliveira, que dispõe sobre os vencimentos dos servidores do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica.

Aumento foi proposto por Washington

De acordo com a mensagem encaminhada ao Poder Legislativo, o governo do Maranhão adota a Medida Provisória, com força de lei, estipulando que o vencimento das referências de 1 a 14 dos cargos efetivos do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica é de R$ 725,50 , a partir de 1º de janeiro de 2012.

A mensagem diz que, a partir de 1º de março de 2012, permanecem em vigor os valores constantes do Anexo da Lei nº 9.506, de 23 de novembro de 2011, para as referências 13 e 14 dos cargos de que trata esta medida provisória.

Diz ainda a mensagem do governo que o Poder Executivo procederá ao ajuste da tabela salarial do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica quando o vencimento da referência do cargo efetivo estiver abaixo do valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.

Deputados recebem 18 salários desde 2002

Os deputados estaduais do Maranhão recebem 18 salários desde 2002. Os cinco salários extras foram instituídos através do Decreto Legislativo 254 de dezembro de 2002.

Arnaldo Melo foi um dos deputados que aprovou 18 salários em 2002

“É devida ao parlamentar, no início e no final previsto para a sessão legislativa, ajuda de custo equivalente ao valor de duas vezes e meia o valor do subsídio mensal”, diz o artigo 3º do decreto.

O documento, distribuído nesta segunda-feira na Assembleia, é assinado pelo então presidente da Casa, Manoel Ribeiro (PTB), pelo primeiro-secretário, Carlos Alberto Milhomem (PSD), e pela segunda secretária, a hoje ex-deputada Malrinete Gralhada.

Na época o hoje presidente do Poder Legislativo, Arnaldo Melo (PMDB), estava em seu segundo mandato e junto com os colegas votou favorável ao benefício.

No entanto, ao Fantástico ele declarou que “eu cheguei e encontrei esta resolução já instalada”.

Talvez tenha sido por isso que nenhum deputado tocou no assunto na sessão desta segunda-feira.

Nem sobre a proposta de acabar com os 18 salários.

Arnaldo culpa colegas por 18 salários de deputados

Deputado de seis mandatos, há 24 anos, portanto, o presidente da Assembleia, o “balaio” Arnaldo Melo (PMDB), culpou os colegas pelo pagamento de 18 salários aos deputados do Maranhão.

Arnaldo Melo diz que quando assumiu presidência 'problema' já existia

“Eu cheguei e encontrei esta resolução já instalada. Encontrei uma resolução anterior na Casa que a mesa ainda não deliberou e que provavelmente, em breve, vai deliberar sobre a continuação ou não desta medida”, explicou o presidente decano ao Fantástico referindo-se aos ex-presidentes.

Antes deles comandaram a Casa Marcelo Tavares (PSB), João Evangelista (já falecido), Tatá Milhomem (PSD) e Manoel Ribeiro (PTB). No entanto o benefício se acentuou na gestão Evangelista. Marcelo assumiu e manteve a regalia

Presidente interino da Casa, Neto Evangelista (PSDB), filho do ex-presidente, aparece sorrindo na reportagemj dando a seguinte declaração ao ser questionado se no final do mês fica, como todo trabalhador, sem dinheiro para pagar suas despesas. “Tem mês que chega a faltar. Tem mês que chega a faltar, com certeza”, disse.

Já do deputado Doutor Pádua (PSD) diz que não se mantém “só” com os 18 salários de mais de R$ 20 mil por ano. manter? “Não. Acho que não seria possível.” “Muitas vezes nós tiramos do nosso próprio salário pra servir à população”, completa a colega Graça Paz (PDT).

A reportagem do Fantástico pecou por não relembrar a declaração de Tatá Milhomem ao Jornal da Globo mês passado. “O deputado não deixa de ser uma instituição de caridade”, disse no que tem certa razão.

Pior fez o líder do governo, César Pire (DEM)s, que aparece fugindo das câmeras do Fantástico.”Não quero me posicionar sobre isso, não”, disse. Reveja a reportagem:

Te cuida, Arnaldo! Fantástico vai detonar Assembleia

O Fantástico está anunciando para este domingo uma ampla reportagem sobre os salários recebidos pelos deputados em todo país. Mais uma vez o Maranhão vai ser destaque negativo. O programa vai denunciar que os parlamentares maranhesnses recebem 18 salários ao ano. Tem Assembleia por aí que deposita até R$ 1 milhão na conta dos deputados.

Imagem de Bira na Tribuna é destaque na chamada do Fantástico

Logo que a bomba estourou mês passado, o presidente Arnaldo Melo (PMDB) anunciou uma resolução para acabar com três salários extras. Ou seja, os deputados locais ficariam com “apenas” 15 salários ao ano.

Mas parece que a medida “moralizadora” ficou apenas no papel. Até agora não houve corte de coisa alguma.

Na chamada da reportagem do Fantástico aparece em destaque o petista Bira Pindaré. Ele chegou a anunciar internamente que faria um discurso denunciando o caso, apesar de ter recebido direitinho sem reclamar os 18 salários em 2011. Clique e veja:


Charge eletrônica

Chiquinho cobra investigação da denúncia de desvios de tíquetes na Assembleia

O deputado federal Chiquinho Escórcio (PMDB) cobrou nesta quarta-feira da Assembleia Legislativa uma apuração rigorosa da denúncia de desviso de tíquetes-alimentação de funcionários da Casa na gestão do ex-presidente Marcelo Tavares (PSB). Segundo um ex-assessor do deputado, parte do material adquirido com os tíquetes foi parar na residência de Marcelo.

Chiquinho quer apuração da denúncia

“Essa é uma denúncia muito grave para a Assembleia não apurar. Ainda mais porque parte dos produtos adquiridos teriam ido parar dentro da casa do líder da Oposição. Eu pensava que o Marcelo fosse uma vestal e não quero acreditar que ela possa se transformar num Demóstenes Torres”, declarou Chiquinho.

O deputado federal lembrou que recentemente a Assembleia mandou investigar denúncia contra Stênio Rezende (PSD) e não vê motivo para o caso Marcelo também não ser levado à Corregedoria da Casa.

Segundo o Chiquinho, o próprio líder da Oposição deveria pedir a investigação para que no futuro não se possa afirmar algo contra sua conduta de homem público. “Se ele está convicto que não deve nada, não tem o que temer”, disse.

Ao contrário do caso Stênio, o presidente da Casa, Arnaldo melo (PMDB), numa total inversão de valores, saiu na defesa de Marcelo. “Rogo, sinceramente, para que vossa excelência tome as providências necessárias no que contará com o apoio desta presidência”, disse ele na segunda-feira.

Já o blogueiro Caio Hostilio, que trouxe o assunto a público, vai ajuizar na próxima segunda-feira um pedido para que o Ministério Público apure o caso.

Nota: Post atualizado às 15h20.

O jogo errado dos governistas na Assembleia

Está explicado porque o líder do governo, César Pires (DEM), e os deputados Tatá Milhomem (PSD) e, quem diria, Roberto Costa (PMDB), saíram nos últimos dois dias em defesa do líder da Oposição, Marcelo Tavares (PSB), denunciado no caso do desvio de tíquetes dos funcionários.

Roberto Costa faz média pela presidência da Assembleia

Estão todos querendo o voto do sobrinho do ex-governador José Reinaldo para a disputa para a presidência da Casa no final do ano. “O Ricardo Murad pôde fazer aliança com  João Evangelista (ex-presidente da Assembleia) e eu não posso?”, admitiu Roberto Costa.

O problema é que na época o cenário era completamente outro. O grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) estava na oposição e não tinha como fazer o presidente. Ricardo comandou o apoio a Evangelista num acordo para que o grupo “roseanista” mantivesse vagas na mesa-diretora.

Ontem, durante discurso de Marcelo já comentado em post abaixo, Roberto disse que o colega não precisava nem se defender. “Sei que essas acusações não têm fundamento”, declarou ele.

O que deve ter fundamento são acusações da oposição liderada por Marcelo sobre desvios do Projovem na época que Roberto foi Secretário de Esporte e Juventude.

Só para lembrar: até a semana passada Marcelo Tavares tentava convocar o secretário André Campos (Juventude), apadrinhado de Roberto, para dar explicações sobre irregularidades no Projovem.

Mas o tiro dos “roseanistas” parece ter saído pela culatra. A média que eles fizeram com a oposição desagradou profundamente o Palácio dos Leões.

Quem está rindo com as paredes é Manoel Ribeiro (PTB).

Caso dos tíquetes: Marcelo tenta ganhar no grito

O deputado Marcelo Tavares (PSB) voltou nesta terça-feira à Tribuna da Assembleia para tentar se defender da acusação de desvios de tíquetes-alimentação dos funcionários durante gestão de sua mulher, Silvana Tavares, no Gedema (Grupo de Esposas de Deputados).

Nota em nome de assessor; produtos foram deixados fora da Assembleia

O deputado usou a tática de atacar e falar mais alto para fazer prevalecer sua versão. “Dizer que tíquetes teriam sido desviados dos funcionários da Casa para fazer as compras que abasteceriam a minha residência é algo completamente mentiroso. Na minha residência nunca entrou absolutamente nada que não fosse custeado com o meu próprio salário. Não fui nunca beneficiário de qualquer vantagem desta Casa, nunca, muito menos com tíquetes de funcionários”, declarou.

Marcelo, em ar teatral e emocional, usou até um slide onde exibiu as notas fiscais de compras para o Gedema no sentido de provar sua inocência. Voltou a dizer que estão atacando sua família para desestabilizar o seu trabalho de oposição.

O que ele não apresentou foi o processo de compra de tais mercadorias. Ele próprio admitiu que parte foi parar num depósito fora da Assembleia. Além do mais, várias das notas estão em nome do seu ex-assessor Márcio Pimenta.

Isso é normal? Essas notas não deveriam estar no nome do próprio Gedema? É a pergunta que fica no ar, por enquanto.

Aguarde os próximos capítulos dessa história, ao vivo em cores, após a Semana Santa. Aí eu quero ver Roberto Costa (PMDB), Tatá Milhomem (PSD) e César Pires (DEM) ainda saírem na defesa do colega da oposição.

‘Nosso Demóstenes amarelou’, diz Ricardo sobre Marcelo Tavares

O deputado licenciado e secretário de Saúde, Ricardo Murad, comentou em sua página do Facebook o discurso vazio do líder da Oposição, Marcelo Tavares (PSB), que aina não conseguiu se explicar sobre os devios de tíquetes de funcionários da Assembleia.

“E o nosso Demóstenes amarelou.. Pego fazendo supermercado com tickets dos funcionários da Assebleia, o deputado Marcelo Tavares choramingou na tribuna implorando ajuda dos colegas. Quem te viu, quem te vê”, diz Ricardo.

Agora eu não chegaria a tanto. Comparar o escândalo envolvendo Marcelo e o falso moralista Demóstens Torres (PSDB-GO) e um pouco de mais.

O caso envolvendo o líder da Oposição está mais para Severino Calvalcante, o ex-presidente da Câmara cassado por cobrar propina de um restaurante instalado na Casa.