Beija-Flor e São Luís de volta à Sapucaí

Primeira escola a entrar na Avenida, a Portela abre, às 21h deste sábado, o Desfile das Campeãs. Em seguida, se apresentam Grande Rio, Beija-Flor, Vila Isabel e Salgueiro, com intervalos previstos de cerca de uma hora e meia. Por último, por volta das 2h50, já com a mudança do horário de verão, desfilará a Unidos da Tijuca, grande campeã do Carnaval 2012. A apresentação será transmitida ao vivo, pelo SBT, a partir de 21h.

Carro de São Luís é preparado para voltar à avenida

A origem do cavalo mangalarga marchador, raça brasileira que surgiu há mais de 200 anos no transporte do ouro de Minas Gerais para a Corte, no Rio de Janeiro, e que hoje é exportada para vários países, será tema do desfile da azul e branco no Carnaval 2013.

O enredo terá patrocínio da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador. Magdi Shaat, presidente da ABCCMM, esteve no Rio durante o Carnaval para a assinatura do contrato com a Beija-Flor e para assistir a passagem da azul e branco pela Sapucaí.

Já o diretor de carnaval e geral de harmonia da Beija-Flor, Laíla, negou as informações de que estaria se desligando da escola de Nilópolis, como chegou a ser noticiado em alguns veículos de imprensa. O carnavalesco explicou que, um mês antes do desfile na Sapucaí, chegou a comentar com um jornalista que estava considerando a hipótese de deixar a escola, por conta do atraso no andamento dos trabalhos para a conclusão de parte do projeto idealizado pela comissão de carnaval.

- Fiz o comentário com um jornalista, mas, dias depois, tudo o que dependia da parte administrativa para o término do trabalho foi liberado. Numa reunião com a direção da escola, com o presidente Nelsinho (David), conversamos sobre os rumos do próximo Carnaval e o que ouvi foi satisfatório. Tenho profundo respeito e consideração pelos funcionários do barracão, pela comunidade da Beija-Flor, muito orgulho por ter sido responsável pela sua valorização, e não tenho motivos para ir embora – assegurou Laíla.

Beija-Flor elogia performance do Boi de Morros

Em visita nesta quarta-feira (22) ao local onde estão hospedados os brincantes do Boi de Morros, a diretoria da Beija-Flor, comandada por Laíla, elogiou a performance dos integrantes da brincadeira na Marquês de Sapucaí.

Em conversa com Lobato, líder do grupo, Laíla era só elogios. “Queria parabenizá-los pela grande apresentação que vocês fizeram para o Carnaval da Beija-Flor. O carro do Boi de Morros, a nosso ver, foi um dos mais alegres e vibrantes que fizeram o público se emocionar. Vocês estão de parabéns”, disse.

Alegoria do Boi de Morros, que levantou a Sapucaí, vai voltar à avenida no desfile das campeãs

Durante a passagem no sabódromo, o carro alegórico do Boi de Morros levantou o público que, junto com os brincantes, tentava e arriscava os passos de bumba-meu-boi numa bela coreografia.

Segundo Lobato, o Boi de Morros vai fazer novamente uma grande apresentação na Sapucaí. “Vamos repetir o belo desfile do nosso grupo em defesa e engrandecimento da nossa cultura e da nossa querida terra”, frisou.

Laíla ainda agradeceu o empenho do grupo maranhense em permanecer no Rio de Janeiro para o desfile das campeãs, que acontece no sábado, 24, com transmissão ao vivo pela Band. A Beija-Flor de Nilópolis é a quarta escola a desfilar.

Laíla dispara críticas à Beija-Flor

De O Dia:

Rio -  A Beija-Flor, que perdeu o posto de campeã para ficar apenas em 4º lugar este ano, pode perder ainda o diretor de Carnaval, Laíla. Minutos antes do início da apuração, ele não poupou a agremiação de críticas e insinuou que pode deixar a escola. “Vou conversar com a diretoria e a presidência. Não dá para continuar fazendo Carnaval como foi este ano, com o dinheiro chegando somente a 3 meses da data”, disse.

Laíla pode deixar a Beija-Flor

Integrante da comissão de Carnaval da Azul e Branca, Laíla também alfinetou o patrono da escola, o contraventor Aniz Abraão David, o Anísio, que está preso. “Ele já não estava tocando as coisas diretamente. Agora, então…”, disparou.

Dois quesitos contribuíram para desbancar a escola de Nilópolis. O primeiro foi a comissão de frente, cuja coreografia era feita a partir de uma cobra articulada e teve uma falha em frente ao primeiro módulo de jurados, no setor 3, o que provocou que a escola já começasse a apuração com menos um décimo.

O segundo foi o enredo, que não levou nenhuma nota 10. A escola enviou carta à Liesa pedindo desculpas pela falha da comissão de frente. Segundo o texto, o “elemento cenográfico ficou muito grande e impediu a apresentação”. Além da penalidade, a coreografia não agradou os jurados e chegou a levar uma nota 9,7.

Para o intérprete da escola, Neguinho da Beija-Flor, o enredo — que homenageou São Luís, capital do Maranhão — contribuiu para as notas baixas no quesito. “Nada contra o Maranhão, mas quando se mistura samba com política, ninguém gosta”, comentou ele, que fez questão de demonstrar apoio a Anísio: “Se gostar do Anísio desse cadeia, eu devia estar em prisão perpétua”.

Já Raíssa negou os boatos de que deixará o posto de rainha de bateria: “Completei dez anos à frente da bateria e não penso em sair. Estou muito feliz”, disse.

Valeu Beija-Flor!

A Unidos da Tijuca é a grande campeã do Carnaval 2012 do Rio. A escola teve 299,9 pontos, dos 300 possíveis e perdeu 0,1 no quesito alegorias e adereços.

A agremiação desfilou o enredo “O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do Sertão”, em homenagem a Luiz Gonzaga. Este é o terceiro título da escola, que também ganhou em 1936 e em 2010.

Grande alegoria da serpente atrapalhou comissão de frente e Beija-Flor perdeu muitos pontos

O resultado da apuração foi divulgado na tarde desta quarta-feira. Em segundo lugar ficou o Salgueiro, seguida por Vila Isabel, Beija-Flor, Grande Rio e Portela.

As duas últimas escolas foram Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá, que serão rebaixadas para o Grupo de Acesso.   As seis primeiras escolas devem voltar ao sambódromo na sexta (24) para o desfile das campeãs, junto com a campeã do Grupo de Acesso.

Veja todos os pontos obtidos pelas escolas

A Beija-Flor começou pedendo 0,1 ponto porque a comissão de frente não se apresentou no primeiro posto dos jurados. A escola alegou que o problema aconteceu por casa da grande alegoria em forma de serpente.

No final do ano passado, a escola demitiu o então coreógrafo da comissão de frente Carlinhos de Jesus por conta das várias exigências que ele vinha fazendo. Foi contratado Fábio de Mello, ex-Imperatriz Leopoldinense. Nesse quesito a escola teve notas 9.7, 9.9. 9,8 e 10.

Outro ponto fraco da azul e branco foi o enredo, que exagerou em enfocar o misticismo. O quesito teve de todos os quatro jurados nota 9,8.

Mesmo assim valeu pelo esforço e trabalho de toda a comunidade de Nilópolis em defender São Luís.

Beija-Flor: cheiro de ‘conspiração’ no ar

Há um forte cheiro de conspiração contra o bicampeonato da Beija-Flor. Talvez até porque a escola esteja homenageando São Luís. Mais uma vez a política parece estar por trás de tudo.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse que a São Clemente fez um desfile de fazer inveja à comunidade de Nilópolis. O governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que é preciso profissionalizar a festa contra o domínio dos bicheiros.

Bicheiros bancaram Carnaval quando todo mundo rejeitava festa de preto favelado

Parece que tudo começou com a ação da polícia e Ministério Público na Operação Dedo de Deus, que levou para cadeia os principais líderes do jogo, entre os quais Aniz Abraão David, o Anízio, patrono da Beija-Flor.

A ação aconteceu no final do ano passado, no auge dos preparativos para o Carnaval. A polícia chegou a apreender R$ 150 mil no barracão da Beija-Flor, na Marquês de Sapucaí. O dinheiro seria usado para o pagamento dos profissionais da escola. Prejuízo financeiro e emocional enormes.

Os mesmos políticos e autoridades que criticam o jogo bicho, são os mesmos que num passado recente (ou até mesmo no presente) tinham suas campanhas patrocinadas pela atividade ilegal. A mesma polícia que meteu os bicheiros na cadeia, é a mesma que num passado recente recebia a propina proveniente do jogo.

Está passando da hora de legalizar o jogo do bicho no Brasil. A maior jogatina do país é feita pelo Governo Federal, através de dezenas de jogos na Caixa Econômica Federal. Ofereçam ao banco o jogo bicho para ver se ele não quer?

Quero ressaltar que não jogo, a não ser nos oficiais da CEF.

Vamos parar de hipocrisia. O jogo do bicho foi um mal necessário ao Carnaval do Rio. Quando ninguém queria patrocinar festa de preto pobre favelado, foram os bicheiros que estavam lá para bancar. Agora que o Carnaval ganhou dimensão mundial, trazendo enormes dividendos ao país, todo mundo quer investir. Assim é fácil.

O mesmo Sérgio Cabral que posa de moralista criticando bicheiros, é o mesmo que está enrolado até o pescoço em denúncias de favorecimento no seu governo à empreiteira Delta Construções, do empresário e financiador de sua campanha Fernando Cavendish (veja aqui).

Vale ressaltar que tanto o prefeito quanto o governador do Rio ainda não conseguiram engolir a discussão em torno da votação do pré-sal, onde prevalece que os royalties do petróleo sejam distribuídos igualmente a todos os estados da federação acabando com o privilégio dos cariocas em relação ao resto do país. O presidente do Congresso Nacional é o maranhense José Sarney (PMDB).

Associado a isso tudo tem uma turma que faz oposição cega no Maranhão cuja arte é desinformar. Insistem na estória de que o Governo do Maranhão gastou R$ 10 milhões com a Beija-Flor. O investimento foi de R$ 1,5 milhão. O restante será usado durante o ano em eventos sobre os 400 anos de São Luís.

No governo José Reinaldo (2002-2006) foram investidos R$ 4 milhões na Mangueira, que nem falava do Maranhão, e outros tantos milhões na novela da “Dor do Pecado”, da Rede Globo. Isso a turma do deputado e falso moralista Marcelo Tavares não lembra ou faz questão de esquecer.

Vi uma comentarista da Globo reclamando da ausência de João do Vale no desfile da Beija-Flor. Ela só esqueceu de dizer, até por desconhecimento, que a azul e branco homenageava São Luís e não Pedreiras, terra do Maranhense do Século. João do Vale merece é um enredo inteiro e não apenas a menção num desfile.

Eu mesmo critiquei aqui a apresentação da escola comanda por Laíla por achar que ela supervalorizou a questão do misticismo, apesar do desfile ter sido muito bonito. É uma questão de visão e interpretação.

Mas digo e repito: independente do título, a Beija-Flor já cumpriu seu papel ao colocar São Luís no centro da festa.

Veja o desfile completo da Beija-Flor

Por Valmir Moratelli, iG:

Rio de Janeiro – Beija-Flor, com enredo sobre o Maranhão, Salgueiro, cantando a literatura de Cordel, e a Vila Isabel, com a história de Angola, saem na frente pelo título de melhor escola do carnaval do Rio de Janeiro. A escola de Nilópolis e a de Noel Rosa se apresentaram na noite de domingo, enquanto que o Salgueiro desfilou na noite de segunda-feira.

Mangueira e Portela também fizeram desfiles vibrantes, principalmente pela alta qualidade de seus sambas-enredo. Por fora, a União da Ilha, que veio com um desfile sobre a Inglaterra, também pode sonhar com as primeiras colocações.

As seis mais bem colocadas na quarta-feira de cinzas voltam a desfilar no sábado das campeãs. Na parte de baixo da tabela, a Renascer conta com a sorte para não cair.

Leia mais aqui e abaixo o desfile completo da Beija-Flor.


Taxista salgueirense prevê vitória da Grande Rio

O taxista Adailton, que me levou na madrugada desta segunda-feira para a Marquês de Sapucaí, foi logo avisando com ar de convicção: “Esse ano não tem jeito, o título é da Grande Rio”.

Adailton disse ter sido ritimista da Salgueiro, escola para qual torce.

Pior: contou ter feito uma corrida para Neguinho da Beija-Flor dias antes e ele mesmo confirmou. “Vamos brigar, mas está difícil vencer a Grande Rio”, teria dito o puxador de samba da Beija-Flor.

Um dos destaques na Beija-Flor que, segundo Adailtn não levará o título, foi o Bumba Meu Boi

A Grande Rio será a última escola a entrar na avenida, já no amanhecer desta terça-feira.

Abordará o enredo “Eu acredito em você? E você?”, inspirado na superação da própria escola, após o incêndio que atingiu seu o barracão no ano passado.

Como jornalista procuro estar sempre atento aos personagens das cidades que visito, principalmente os mais simples.

Estou contando essa história só para tirar uma dúvida: a voz do povo será mesmo a voz de Deus?

Desfile da Beija-Flor supervalorizou misticismo

Assisti na madrugada desta segunda-feira o desfile da Beija-Flor. Centenas de maranhenses estavam na Marquês de Sapucaí.

Não entendo muito do assunto, mas sou um bom observador. A escola de Nilópolis passou bonita, mas poderia ter sido melhor.

Muitos monstros foram para avenida contar história de São Luís

O enredo supervalorizou a questão do misticismo. Foi cerca de 40% do desfile. Talvez até porque o próprio Laíla, diretor-geral da azul e branco, se declare “macumbeiro”.

Aliás, várias escolas fizeram o mesmo. Parecem estar pedindo proteção.

Por conta dessa supervalorização e a homenagem a Joãosinho Trinta, a cidade de São Luís e seus 400 anos ficaram em segundo plano.

Algumas alas passaram correndo. Foi o caso das que representavam as brincadeiras de bumba meu boi, um dos carros mais bonitos. Mesmo assim, foi nesse ponto que o público mais vibrou.

O reggae ganhou apenas uma ala e meio carro alegórico, a exemplo da poesia também prejudicada.

Muitas pessoas com quem conversei gostaram do desfile do meio para o fim, justamente após o enfoque às lendas e estórias da cidade.

De qualquer jeito, a Beija-Flor está sendo apontada por quem entende como uma das candidatas ao título.

Mas o mais importante ela já fez: levou São Luís pela primeira vez para o centro da festa.

‘Beija-Flor é mais cobrada que as outras’, diz Laíla

Do Terra:

Rio – O diretor de Carnaval e de harmonia da Beija-Flor de Nilópolis, Laila, reclamou do nível de exigência esperada, pelos jurados, da evolução da escola durante a passagem pela Marquês do Sapucaí. “Somos mais cobrados. Tenho medo da má vontade”, confessou.

Laíla é levantado após reverenciar jurados

Ele, no entanto, entende que a situação acontece porque a escola coleciona boas posições e títulos na história do Carnaval carioca. “É o fato de a escola ser muito vitoriosa nos últimos anos. Correr atrás do bi pode até mesmo nos prejudicar”, falou.

Laila espera, porém, que a escola de Nilópolis repita o bom desempenho na avenida do Rio de Janeiro em 2012. “Os pontos altos vão ser as alegorias e as fantasias. A escola está pronta. Só falta entrar na avenida”, afirmou, salientando que, a partir de agora, tudo depende da vontade e da garra dos integrantes da escola.

O Dia mostra erros no desfile da Beija-Flor

De O Dia:

Rio -  Penúltima escola da noite, a Beija-Flor levou para a avenida um enredo em homenagem à cidade de São Luís, que está completando 400 anos de fundação. Conhecida por sua imponência nas alegorias, a azul e branco usou, mais uma vez, carros enormes para contar a saga da capital do Maranhão.

Rainha Raísa Oliveira

A comissão de frente, comandada pelo experiente Fábio de Mello, que fez sua estreia na escola, teve problemas no início do desfile e passou sem se apresentar para o público do setor 3, o que por regulamento seria obrigatório. Ao chegar diante da primeira cabine, a comissão não executou com perfeição os movimentos e deixou a desejar.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso desfilou logo atrás trajando uma belíssima fantasia predominantemente na cor amarela. A dupla, mais uma vez, esbanjou técnica, entrosamento e leveza, encantando a avenida.

Já no quesito evolução, a Beija-Flor teve uma noite irreconhecível, cometendo erros primários que geralmente não acontecem na escola comandada por Laíla. Em diversos momentos do desfile foi possível ver alas correndo e alegorias passando “voando” diante do público.

Por ter começado sua apresentação de maneira lenta, a escola teve de correr bastante no fim, deixando diretores e componentes tensos. Quem mais sofreu com o fato foi a Velha Guarda da agremiação, que, diante de um pequeno buraco à sua frente, teve de ser colocada rapidamente na pista. Resultado: integrantes tiveram de se apressar e uma das senhoras acabou ficando fora do desfile.

O diretor de carnaval Laíla se ajoelhou diante de quatro cabines de julgadores, fazendo gestos de reverência aos jurados. A atitude chamou a atenção de quem estava na avenida, já que o dirigente batia com força no peito.

A apresentação foi encerrada com uma bela homenagem ao carnavalesco Joãosinha Trinta, morto em dezembro.

O Globo diz que Beija-Flor ‘tem cheiro de campeã’

De O Globo:

Rio - A apresentação da Beija-Flor na madrugada desta segunda-feira teve cheiro de bicampeonato. A primeira colocada do carnaval 2011 fez uma linda homenagem a São Luís do Maranhão e a Joãosinho Trinta, que morreu em dezembro do ano passado, e que foi carnavalesco da escola de Nilópolis de 1976 a 1992, dando à azul e branca cinco títulos.

Com alegorias luxuosas e bem acabadas, a agremiação de Neguinho da Beija-Flor levantou o público em diversos momentos de sua passagem pela Marquês de Sapucaí. A comissão de frente de Fábio de Mello, que fez sua estreia na escola, empolgou ao formar uma enorme serpente na pista de desfiles. A criatura fazia referência à Lenda do Eldorado, muito famosa na capital do Maranhão.

Torcedora da Mangueira, a cantora maranhense Alcione abriu mão da preferência para homenagear sua terra. Enquanto se preparava para subir num dos carros alegóricos da Beija-Flor, a “Marrom” disse que a azul e branca tinha tido o melhor desempenho até o momento na primeira noite de desfiles do Grupo Especial, ainda faltava desfilar a Unidos de Vila Isabel.

“Sou mangueirense, mas não sou cega e sei reconhecer um belo trabalho. Ninguém passou mais bonita do que a Beija-Flor. Nossa Senhora, as fantasias estão impecáveis! A cultura do meu estado está muito bem representada, em tamanho Sapucaí”, brincou Alcione.

A segunda alegoria, que representava o tráfico de escravos que marcou o surgimento de São Luís do Maranhão, entrou na avenida com homens e mulheres acorrentados, reproduzindo cenas de tortura e maus tratos sofridos pelos negros africanos.

Rainha de bateria da Beija-Flor há uma década, Raíssa Oliveira deu show de samba no pé à frente dos ritmistas, que usavam fantasia em alusão às danças folclóricas maranhenses.

Nunca pensei que pudesse reinar há tanto tempo numa bateria, ainda mais na Beija-Flor, que não é uma escola, é uma família comentou Raíssa, visivelmente emocionada.

A riqueza das fantasias que ajudaram a ilustrar o enredo foi um dos destaques do carnaval que a agremiação preparou para brigar pelo título. O único momento do desfile que não exigia beleza na roupa dos componentes foi o fim da festa da Beija-Flor na Sapucaí, que terminou com uma homenagem ao carnavalesco Joãosinho Trinta e seu “Cristo Mendigo”. O carro, sensação do carnaval da escola em 1989, cujo enredo era o polêmico e impactante “Ratos e urubus, rasguem a minha fantasia”, ganhou nova versão e repetiu o sucesso de 23 anos atrás. Duzentos e sessenta “mendigos” participaram da homenagem, entre eles o cabeleireiro Cláudio Luiz.

Era pequeno quando o Joãosinho fez história com esse carro e fico muito feliz por estar aqui hoje. Já desfilo há muitos anos e ele merecia uma homenagem como essa declarou Cláudio, que vestia trapos e carregava nas mãos uma quentinha nada suculenta: um rato e um osso para serem degustados. O bom é que a fantasia é fácil de fazer.

Na parte de trás do “Cristo Mendigo”, uma mensagem de agradecimento à contribuição de Joãosinho Trinta ao carnaval carioca: “Valeu, João, Valeu!

Na concentração da Beija-Flor, maranhenses esparavam animados pelo desfile, entre eles, o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Jamil Gedeon, que vai desfilar na ala em homenagem à cantora Alcione.

“É um orgulho para o Maranhão ser enredo da Beija-Flor, escola que tem entre um dos seus ícones o maranhense Joãsinho Trinta. Hoje o Maranhão inteiro é Beija-Flor.”

Beija-Flor empolga público e é uma das favoritas

Do Estadão, Folha e G1:

Rio – A Beija-Flor foi a sexta e penúltima escola a deixar a Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio. Homenageando os 400 anos da cidade de São Luís, do Maranhão, a Beija-Flor empolgou o público e saiu da passarela aos gritos de “É campeã” por parte dos seus componentes que já estavam na dispersão.

O desfile teve início às 4h19 desta madrugada de segunda-feira, 20, com um samba gostoso de cantar. A escola, 12 vezes campeã do carnaval carioca, veio com 48 alas, 8 alegorias e 4 mil componentes.  A comissão de frente trouxe uma enorme serpente, que é separada em várias partes, indicando estar morta.

Na sequência, os componentes da comissão desfilaram carregando as várias partes da pele da serpente, morta pela guerreiro. A novidade ficou por conta de uma super ala, a do “Mercado”, formada por componentes com diferentes fantasias.

O carnavalesco João Trinta, que morreu em 17 de dezembro do ano passado, em São Luís, também foi homenageado. Uma escultura do carnavalesco surpreendeu o público em meio ao desfile cercado de mendigos,numa releitura de “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”.

Um dos destaques da escola foi a cantora Alcione, que desfilou com familiares no penúltimo carro da agremiação e se sentiu honrada com a homenagem à cidade natal. “Não emocionou só a mim, mas a todos os maranhenses. Só pelo que eu sei são 700 desfilando aqui hoje”, afirmou. Ela sairá de destaque em um carro com familiares. “A Sapucaí está muito bonita. Cabe mais gente agora.”

O pássaro símbolo da escola de Nilópolis foi um dos destaques do carro abre-alas, que exibia uma quimera gigante e dourada de três cabeças e uma cauda de serpente, representando as culturas europeias que invadiram a ilha que hoje é São Luís.

A Ala “Angústia dos Grilhões” trouxe um navio cheio de escravos acorrentados, representados pelos componentes da escola e por esculturas que revestiam o carro. Outros 360 componentes deram vida aos negros que ajudaram a construir a capital maranhense na ala “O mercado de dialetos africanos”, décima a entrar na Avenida. Passistas mascarados representaram os pretos-velhos, que atuavam como guias dos negros encarnados.

 Segundo a direção da agremiação, o desfile teve cinco toneladas de búzios. As milhares de conchas foram usadas em alegorias e fantasias que retratam a escravidão.

O primeiro campeonato conquistado pela Beija-Flor foi em 1998, quando empatou com a Mangueira. As outras vitórias foram obtidas em 2003, 2004, 2005, 2007, 2008 e 2011.

‘Onde canta o sabiá, hoje canta o beija-flor!’

Antes de embarcar para o Rio de Janeiro onde será mais uma torcedora da Beija-Flor, a governadora Roseana Sarney visitou os principais pontos da folia em São Luís.

Fábio Câmara, Iziane, Roseana, Washinton e Ricardo durante festana Madre Deus

Na Madre Deus esteve acompanhada do vice-governador Washington Luiz Oliveira (PT), do secretário Ricardo Murad (Saúde), da jogadora Iziane e do suplente de vereador Fábio Câmara (PMDB).

Depois de gastar muita tinta e papel criticando o fato do governo articular a homenagem daeEscola de Nilópolis aos 400 anos de São Luís, o Jornal Pequeno acabou caindo na real.

Na coluna que o diretor de redação Lourival Bogéa assina com codinome “Dr. Pêta”, o matutino elogia a iniciativa de Roseana, posição que este blog tomou desde o primeiro momento.

“E o Maranhão todo tá no Rio, para acompanhar a Beija-Flor na Marquês de Sapucaí! Dr. Pêta não sabe exatamente quanto a ‘vice-legitimada’ mandou para a escola de Nilópolis – cada um fala uma coisa – e também não vai ficar aqui questionando, hipocritamente, se está certo ou errado. O que sei, meu amigo, é que o nome do Maranhão tá ‘lá em cima’, ‘enredado’ por uma escola várias vezes campeã do Carnaval do Rio!!! Melhor assim do que ficar ‘todo dia’ aparecendo no Jornal Nacional como campeão do atraso, da miséria, do analfabetismo, ‘disso’, ‘daquilo’. E não são 4, 5, 8 milhões que vão resolver nossos problemas. O que vai resolver o Maranhão é o fim de um império que já deu o que tinha que dar, que já cansou. Queiram ou não os adversários, nesse caso da Beija-Flor a ‘vice-legitimada’ está fazendo um bem pelo nome do Maranhão. Antes tarde do que nunca”, diz o Lourival Pêta Bogéa.

Beija-Flor aposta em ala coreografada para o ‘bi’

Por Fernanda Alves, de O Dia:

Rio – Campeã do Carnaval 2011 falando sobre o cantor Roberto Carlos, a Beija-Flor promete entrar na Avenida este ano, mais uma vez, embalada pela força da comunidade. Mas desta vez a aposta da Azul e Branca, que tem como enredo São Luís do Maranhão, são as alas teatralizadas. Deixadas de lado pela escola no ano passado, elas voltarão com força e serão maioria neste desfile.

“O enredo pede. O setor que fala sobre a chegada dos escravos na ilha de São Luís será todo teatralizado, contará com cerca de 600 pessoas fazendo interpretações de vários momentos da história dos negros no Brasil”, explicou Fran Sérgio, um dos quatro integrantes da Comissão de Carnaval da agremiação de Nilópolis.

Fran Sérgio mostra carro do Bumba-Meu-Boi, um dos destaques da Beija-Flor no desfile de hoje

No mesmo local virão duas alegorias de navios negreiros. “Os livros sempre falavam de navios, no plural, então achamos que era pouco fazer um só”, explicou.

Entre os oito carros da escola, dois se destacam: o ‘Imaginário Lendário de São Luís’ e o ‘Bumba Meu Boi’, que tem sido visto como o que melhor retrata a cidade homenageada. “O carro é lindo, com um boi que tem movimento e chega a 10 metros de altura. Ele vai dançar na Sapucaí e soltar fumaça pelas narinas”, antecipou Fran.

Carruagem vai desaparecer

A outra alegoria fala sobre as lendas de São Luís e em especial sobre Ana Jansen, nobre conhecida por maltratar seus escravos. Segundo a lenda, a fazendeira ronda à noite em uma carruagem e entrega velas a pessoas que vão morrer. “Uma carruagem no alto do carro, que faz referência a um cemitério, vai desaparecer. Haverá lápides e monstros com movimentos em toda a lateral”, revelou.

Uma comunidade com cara de Nordeste

Mesmo sendo tradicionalmente uma escola de comunidade, a Beija-Flor vai entrar na Avenida com cara de Nordeste. Cerca de 10% dos 3.800 componentes virão de São Luís para a ala do carro do Boi, dançando coreografias típicas.

A bateria também vai ter influência da região homenageada. O pandeirão, instrumento típico de lá, será tocado em ritmo de samba. O objeto, que é na verdade um pandeiro gigante, tem 48 centímetros de diâmetro e é usado na festa do Boi.

Trono vazio e fantasia de Joãosinho

O carnavalesco maranhense Joãosinho Trinta, que morreu no fim do ano passado, será homenageado pela escola de Nilópolis. Ele, que confirmara presença no desfile e já tinha até fantasia pronta, será lembrado em um trono vazio no último carro, que retrata São Luís. Na cadeira virá também a roupa dele.

Sua alegoria mais famosa, o ‘Cristo Mendigo’, que passou pela Avenida coberta por saco preto em 1989 após ser censurada, será reeditada. “Será muita emoção para mim, que conheço o Joãosinho desde o meu primeiro carnaval”, revelou Laíla, diretor de Carnaval.

Abelhas atacam empresário maranhense no Rio

Quem passou nesta quinta-feira (16) por um dos trechos mais movimentados de Ipanema, na Zona Sul do Rio, se surpreendeu com um ataque de abelhas. O enxame atacou dezenas de pessoas. Pelo menos uma mulher teve que ser hospitalizada. A colmeia foi localizada dentro do parque Jardim de Alah e deverá ser removida ainda nesta noite.

Empresário Miguel Duailibe, o MIG, corre de abelhas em Ipanema, no Rio

Segundo o apicultor Robson Ventura, chamado para retirar os insetos, cerca de 15 a 20 mil abelhas estavam na colmeia. Ele foi acionado por moradores e comerciantes, após alguns pedestres terem sido atacados.

Uma das pessoas picadas, uma mulher, foi socorrida pelo porteiro Aleksandro Venâncio e recebeu atendimento numa clínica particular no mesmo bairro. Ela teve uma reação alérgica, foi medicada e já teve alta.

“Ela ficou se debatendo, chegou a tirar a roupa, nesta hora, eu peguei a roupa dela, e comecei a bater nela, para tirar as abelhas”, contou o porteiro.

Novo ataque à tarde

O Corpo de Bombeiros foi acionado e durante uma vistoria realizada na tarde desta quinta, um novo ataque de abelhas assustou os pedestres. Um homem foi picado em várias partes do corpo. A Defesa Civil isolou toda a área por onde circulavam as abelhas.

Uma das vítimas é o empresário Miguel Duailibe, o MIG, que aparece nas imagens correndo vestido numa camisa da Beija-Flor e batendo na cabeça e nas costas. Veja a reportagem do RJTV:



De acordo com os apicultores, as abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas. Mas os próprios especialistas ficaram impressionados com a agressividade delas.

“As crianças que vêm do colégio normalmente passam pelo parque e ficam jogando pedra nas abelhas”, contou uma frequentadora do local.

Segundo testemunhas, a colmeia existe no local há pelo menos oito meses, e este não foi o primeiro ataque. “Sempre acontece, a gente liga para o Corpo de Bombeiros e o corpo de bombeiros fala que não é com eles”, falou um florista que trabalha no bairro.

(Com informações do G1).