Assembleia rejeita anistia para PMs grevistas

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Assembleia Legislativa rejeitou, nesta terça-feira (20), projeto de lei do deputado Neto Evangelista (PSDB), dispondo sobre a concessão de anistia aos policiais militares e bombeiros que participaram do movimento grevista no ano passado.

Durante a greve PMs fizeram a Assembleia de camping e parque de diversões

No parecer, cujo relator foi o deputado Carlos Alberto Milhomem (PSD), a CCJ diz que “a Constituição Estadual, em petição da Constituição Federal, determina que compete privativamente ao governador do Estado dispor sobre servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade”.

O parecer da CCJ diz que “os estados-membros, na elaboração de processos legislativos, não podem afastar-se do modelo federal, conforme prevê o artigo 23 da Constituição Federal”. Entre as matérias que não podem se disciplinadas pelo Legislativo Estadual, a Comissão destacou o projeto do deputado neto Evangelista, que anistiava os militares e bombeiros.    

Projetos rejeitados 

Na mesma reunião, a comissão rejeitou, por inconstitucionalidade, projetos de autoria da deputada Eliziane Gama (PPS), e dos deputados Hélio Soares (PPR), Marcos Caldas (PRB), Roberto Costa (PMDB), Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

O primeiro dispunha sobre a reparação pecuniária de filhos separados. O segundo instituía o programa “Campus Digital”. O terceiro suspendia fornecimento de serviços essenciais em por atraso de pagamento. O quarto e o quinto denominavam avenida “Quarto Centenário” e governador Jackson Lago a via que integra o PAC Rio Anil, em São Luís.        
Participaram da reunião o presidente da CCJ, Manoel Ribeiro (PTB), e os deputados Carlos Alberto Milhomem (PSD), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Carlinhos Florêncio (PHS), Eduardo Braide (PMN) e a deputada Gardênia Castelo Ribeiro Gonçalves (PSDB).

Governadores usam greves para enterrar PEC 300

Da Agência Reuters:

Na sequência da repercussão negativa das greves policiais por maiores salários no País, governadores aproveitaram para mobilizar as bancadas no Congresso para enterrar a votação da PEC 300 – proposta de emenda constitucional que estabelece a obrigatoriedade de um piso nacional para bombeiros e policiais militares.

Desde novembro do ano passado, movimentos de paralisação de policiais militares atingiram Maranhão, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro. Na Bahia, Estado que mais sofreu, foram cometidos mais de 150 homicídios nos 12 dias de greve. A greve, realizada às vésperas do Carnaval, também afetou o turismo no Estado.

Greves irresponsáveis de policiais vão acabar fazendo efeito contrário no Congreso: adiamento da PEC 300

Dois governadores confirmaram à agência Reuters, sob condição de não serem identificados, que têm mantido conversas com as bancadas de seus Estados e também com ministros do Planalto para não só evitar que a proposta entre na pauta da Câmara, mas desmantelar um futuro acordo sobre o tema. Segundo eles, diversos governadores têm mantido conversas semelhantes com parlamentares.

Confira o salário e as reivindicações dos PMs em cada Estado do País

Uma das propostas para o piso nacional que seria criado pela PEC 300 é tomar como base o salário pago aos policiais militares do Distrito Federal, o mais alto do País e que é pago pela União.

Já o governador do Ceará, Cid Gomes, que enfrentou a greve da polícia recentemente, afirma que a discussão da proposta no Congresso facilitou o “entrosamento” de policiais de Estados diferentes. “A PEC 300 nasce de uma premissa absurda. Como o Piauí vai conseguir pagar a realidade de Estados mais ricos?”, argumenta Gomes.

Nos quatro Estados que enfrentaram mobilizações, o reajuste salarial era a principal reivindicação dos grevistas. Em alguns casos, bombeiros, policiais civis e agentes penitenciários aderiram ao movimento. “A fixação de um piso é razoável, mas ele tem que levar em conta a realidade distinta dos Estados”, afirmou Cid Gomes.

Na Câmara, havia poucas chances de que o tema entrasse em votação nos próximos meses, por se tratar de ano eleitoral – quando o Congresso vota poucas proposições entre julho e novembro. A pressão dos deputados pró-policiais, entretanto, incentiva a mobilização do setor para forçar a pauta.

Nos últimos dias, até mesmo parlamentares que defendem a votação imediata do piso nacional como forma de melhorar a situação da segurança no País reconheceram que as manifestações enfraqueceram a legitimidade do pleito. “(A greve) é o pretexto para que a PEC 300 não seja votada. Não há mais disposição da Câmara em votar, não há disposição do governo em votar”, afirma o líder do PR, Lincoln Portela (MG), defensor da proposta.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), também reconhece que o grau de radicalismo das greves e manifestações pelo País prejudicaram a tramitação do texto. Na Câmara, um movimento oposto tem defendido o ressurgimento de outra PEC, a 102, que trata da unificação das polícias civis e militares – tema polêmico nas corporações. O texto também fala da criação de um piso nacional, mas não vinculado ao do Distrito Federal. Leia mais aqui.

Sem ganho extra, policiais encerram greve na BA

Da Folha de S. Paulo:

Salvador – Os policiais militares baianos decidiram encerrar a greve da categoria após assembleia realizada na noite deste sábado. A categoria estava paralisada deste o dia 31 de janeiro deve voltar ao trabalho neste domingo (12).

A reunião foi realizada no ginásio do sindicato dos bancários, em Salvador. Nos discursos, líderes da greve alegaram não ter mais como manter a mobilização do policiais no interior do Estado, que já voltaram ao trabalho. Não foi divulgado o número de participantes da assembleia. A imprensa não foi autorizada a acompanhar o encontro.

PMs deixam assembleia que decidiu pelo fim da greve na Bahia; movimento durou ao todo 12 dias

Antes da assembleia, os líderes do movimento se reuniram com o comando geral da PM. No encontro, que durou 40 minutos, ficou definido que não haveria punição administrativa para os grevistas. Foi mantida no entanto a proposta do governo, de conceder aos policiais reajuste de 6,5% – o mesmo das outras categorias do funcionalismo – e incorporar gratificações de modo escalonado, até 2015.

Em um dos pronunciamentos, o deputado estadual e capitão da PM Tadeu Fernandes (PSB) disse, se dirigindo aos policiais presentes, que não haveria mais como sustentar o movimento, mas que os grevistas “lavaram a alma” e precisavam sair “com a cabeça erguida”.

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De acordo com Fernandes, as negociações com o governo vão continuar mesmo com o fim da greve. Um dos líderes do movimento, o soldado Ivan Leite disse que os policiais decidiram retornar ao trabalho “em respeito à população que apoiou a categoria quando ela precisava. Não pelo governo, que não merece”.

Ele avalia que “a categoria não conseguiu nenhum de seus objetivos” e diz que não vão parar de negociar com o governo mesmo com o fim do movimento.

Segundo Leite, o presidente da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia), Marco Prisco, foi informado sobre a decisão dos policiais de voltar ao trabalho e teria dito que “entendia e aceitava a decisão da maioria”. Prisco está preso desde a última quinta-feira, acusado de incitar atos de vandalismo durante o movimento.

Na saída do ginásio, alguns policiais choravam. Um grupo hostilizou os jornalistas que acompanhavam a reunião do lado de fora com vaias e xingamentos de “mentirosos” e “corruptos”. Leia mais aqui.

A verdadeira face do ‘PSEUdoB’, ops, PCdoB!

Assim age a turma do PCdoB. Quando a greve dos policiais era no Maranhão, o Portal Vermelho, órgao oficial dos comunistas, todo dia publicava matéria informando sobre o caos em que estava mergulhado o estado (veja aqui). Quem mais incentivava o movimento eram os camaradas, entre os quais o deputado estadual Rubens Júnior e o soldado PM Leite, do PCdoB de Timon, um dos cabeças da greve.

 

Agora, quando a greve foi na Bahia, o partido logo procurou defender o governo Jaques Wagner (PT) onde mantém várias “boquinhas”. “Ratificamos o nosso posicionamento, considerando que esta greve da Polícia Militar precisa ser encerrada, por ter sido uma greve contra os interesses da população. Ela precisa acabar, para que se restabeleça a segurança pública no estado”, ressaltou o presidente do PCdoB na Bahia e deputado federal, Daniel Almeida (veja aqui).

Essa é a verdadeira face do PCdoB, ops, “PSEUdoB”!

PMs grevistas ‘espalham pânico’ e afrontam a democracia, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff comentou nesta quinta-feira a posição dos policiais militares em greve na Bahia. Ao chegar à cidade de Parnamirim, em Pernambuco, onde foi supervisionar a Transnordestina, ela afirmou que o movimento “espalha pânico” e afronta a democracia. E disse que ficou estarrecida ao ver as gravações divulgadas pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, em que PMs combinam atos de vandalismo.

PMs também decidiram entrar em greve no Rio. Foto: Marcelo Piu/O Globo

- Eu não considero que o aumento de homicídios na rua, queima de ônibus, entrada em ônibus encapuzado seja uma forma correta de conduzir o movimento. Eu fiquei estarrecida ontem – disse a presidente.

- Considero legítimas as reivindicações em uma democracia, mas não podemos admitir que seja correto espalhar o pânico, o medo e criar situações não compatíveis com a democracia – afirmou.

Dilma também criticou as ações realizadas à revelia da lei e reclamou da concessão de anistia àqueles que decidiram infringi-la.

- Esse tipo de prática observada na Bahia não é possível. Vai chegar um momento em que vão anistiar antes do processo grevista começar, e eu não concordo com isso. Por reivindicações, as pessoas não podem ser presas nem condenadas. Agora, por atos ilícitos, por crimes contra a pessoa e a ordem pública, não podem ser anistiadas.

O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) entrou com projeto na Câmara pedindo anistia ao policiais maranhenses que participaram de uma greve no final do ano passado.

Greve no Rio

Horas depois de a Assembleia Legislativa aprovar projeto de antecipação e reajuste salarial, policiais civis, militares e bombeiros decidiram, no final da noite desta quinta-feira, reunidos na Cinelândia, decretar greve das forças de segurança pública do Rio de Janeiro.

Ao anunciar a decisão, às 23h20, um dos líderes do movimento, do alto do palanque, disse que as negociações só serão inciadas após a soltura do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira sob acusação de incitar greve e motim.As principais exigências feitas ao governo do estado são, além da soltura de Daciolo: o piso unificado de R$ 3.500, vale-transporte de R$ 350, vale-refeição de R$ 350, além de jornada semanal de 40 horas e pagamento de horas extras.

(Com informações de O Globo).

Líder grevista dos bombeiros é levado para Bangu 1

Do iG:

Rio – O cabo Benevenuto Daciolo, do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, foi transferido na madrugada desta quinta-feira (9) para o presídio Bangu 1, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense. Ele é um dos líderes do movimento organizado pelos bombeiros por melhores salários e foi preso na noite de quarta-feira (8) quando desembarcava no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, vindo de Salvador (BA).

Daciolo foi preso quando chegava da BA

A prisão de Daciolo ocorreu poucas horas depois de o “Jornal Nacional”, da TV Globo, exibir gravações telefônicas em que o bombeiro discutia com interlocutores as negociações da greve de policiais militares e bombeiros prevista para começar na sexta-feira (10). Em uma das escutas, uma mulher diz ao cabo que grevistas na Bahia não devem fechar o acordo com o governo para que a paralisação no Rio não perca força (leia post abaixo).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Daciolo foi transferido para o presídio Bangu 1 por questões de segurança. Ele estava no Quartel General da corporação e havia a possibilidade do local ser invadido, como ocorreu em junho do ano passado. O cabo está preso administrativamente por crime militar por 72 horas até que a Justiça decrete sua prisão preventiva. Leia mais aqui.

Arruaceiro Marco Prisco é preso na Bahia; grevistas se rendem e deixam Assembleia

Da Folha de S. Paulo:

Salvador – O ex-policial Marco Prisco, líder da greve da PM baiana, foi preso na manhã desta quinta-feira após deixar a Assembleia Legislativa do Estado. Outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini, também foi preso após a categoria deixar o local que estava ocupado havia nove dias. Havia mandado de prisão expedido contra eles.

Grevista é preso e escoltado nesta quinta-feira após deixar a Assembleia da Bahia

As 245 pessoas que estavam na Assembleia deixaram o local na manhã de hoje. Todas adultas; nenhuma criança foi encontrada no local. Neste momento, as instalações estão passando por varredura da Polícia Federal. Segundo o porta-voz do Exército na operação, aparentemente o interior do prédio esta intacto, mas muito sujo.

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Apesar da desocupação da Assembleia, a greve da PM não acabou e o grupo voltará a se reunir para discutir a mobilização, segundo os grevistas.

Os dois líderes presos saíram pela porta dos fundos da Assembleia como parte da exigência do acordo para a rendição. Foram retirados pela Polícia Federal e levados até a polícia do Exército.

Prisco foi flagrado por escutas telefônicas incentivando atos de vandalismo no Estado. As gravações foram divulgadas pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo. Em uma das escutas um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai “queimar viatura” e “duas carretas” na rodovia Rio-Bahia.

Segundo um dos advogados dos grevistas, Rogério Andrade, a decisão de desocupar o prédio foi tomada porque os grevistas avaliaram que não teriam mais condições de manter a ocupação após o corte da luz e da água do local. Os militares também bloquearam o acesso de mantimentos no local.

Após a saída, carros do Exército comemoraram o fim do sítio aos grevistas tocando ininterruptamente a Canção do Exército. Os bloqueios em frente à Assembleia foram retirados e o trânsito foi liberado. Pessoas, no entanto, paravam para ver a movimentação.

Tá vendo aí Flávio Dino? Ex-PCdoB, Marco Prisco planeja atos de vandalismo na Bahia

Gravações telefônicas divulgadas nesta quarta-feira pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostram que o líder da greve da PM baiana, o ex-policial Marco Prisco, incentivou atos de vandalismo no Estado.

Arruaceiro Marcos Prisco teve habeas corpus negado pelo STJ

Prisco é ex-membro do PCdoB e hoje abrigado no PSOL. Durante a greve dos policiais do Maranhão, vários deputados acusaram o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), de estar incentivando o movimento para enfraquecer o governo Roseana Sarney. (PMDB). Aliados de Dino com o deputado Rubens Júnior (PCdoB), o soldado Leite, do PCdoB de Timon, e vários líderes sindicais filiados ao partido, é quem mais incentivavam os policiais a manterem a greve. Marc Prisco teve pedido de habeas corpus negado pelo STJ.

Numa escuta que segundo o telejornal foi autorizada pela Justiça, um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai “queimar viatura” e “duas carretas” na rodovia Rio-Bahia. O líder da greve responde: “fecha a BR aí meu irmão, fecha a BR”.

- Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão… Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá…
- David Salomão: Agora?
- Prisco: Agora, agora. Embarque…
- David Salomão: Eu vou queimar viatura… Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo…
- Prisco: fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.

Assista a reportagem do Jornal Nacional:


 

Em outra gravação, quem aparece falando é o cabo bombeiro do Rio de Janeiro, Benevuto Daciolo. Ele já foi candidato a deputado estadual no Rio e um dos líderes do movimento grevista da corporação no ano passado. Foi preso quando chegava a cidade.

Daciolo conversa com um homem a quem ele classifica de “importantíssimo” a respeito de uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil. Nesta conversa fica claro que o objetivo é estender a greve de policiais e bombeiros a Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados com o objetivo de prejudicar o carnaval.

Dacilolo: Pergunta ao senhor que é pessoa importantíssima a respeito da nossa PEC…pergunto: qual é a verdadeira possibilidade de nós conseguirmos passarmos em segundo turno na semana que vem? Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma assembleia Geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros estados também. Nós acreditamos que, se tivesse uma resposta do governo, assinalando numa possibilidade de votação no segundo turno da PEC, acalmaria muito, muito o que está acontecendo na Federação.

Em outro trecho, o cabo Daciolo, que estava em Salvador, ouve de uma mulher uma recomendação para que tente influenciar o movimento dos grevistas baianos a não fechar um acordo com o governo. Segundo esta mulher, isto enfraqueceria uma possível greve no Rio.

Mulher: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio…
Daciolo: Tudo bem, tudo bem… sabe o que vou fazer agora??? Ligue para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Mulher: Eles não querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho…se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação…

Outro lado

Ouvido pela equipe do Jornal Nacional por telefone, o cabo Daciolo disse não se recordar da conversa gravada e alegou estar participando de um movimento pacífico na Bahia.

Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as gravações comprovam que o movimento tem como objetivo gerar insegurança na população e provocar distúrbios que ameaçam a lei e a ordem. Para o governador, essas pessoas não representam o sentimento da maioria dos profissionais de segurança do estado.

Crise da PM na BA pode se alastrar para seis Estados

Da Folha de S. Paulo:

Rio, Brasília e Salvador – O governo federal vê risco elevado da greve da PM baiana se alastrar para mais seis Estados. O Rio é considerado o mais crítico de todos eles, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias.

Além do Rio, onde a polícia decide amanhã se para ou não, o serviço de inteligência do Palácio do Planalto classifica como “Estados explosivos” Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Exército continua cercando prédio da Assembleia Legislativa em Salvador; entrada de comida foi prioibida

O acompanhamento começou após os conflitos se agravarem em Salvador, onde a greve dos PMs foi decretada na terça da semana passada.

O governo federal monitora ainda o Distrito Federal, que ontem registrou protesto de apoio aos PMs da Bahia. “Se não tiver aumento, não terá segurança no Carnaval. Se está ruim em Brasília, imagina em outros Estados?”, disse o sargento Edvaldo Farias, da Associação dos Oficiais Administrativos da PM. O piso brasiliense, de R$ 4.000, é o maior do país. Na Bahia, por exemplo, ele é de R$ 2.173,87.

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A presidente Dilma Rousseff foi comunicada na sexta de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300.

A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs. O problema é que, por limitações de verba, nem Estados nem a União estão dispostos a bancar a medida.

Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu adiar para amanhã, mesmo dia em que os policiais do Estado decidirão ou não pela greve, a votação da proposta do governo estadual de reajuste para as polícias.

Há representantes de policiais fluminenses em Salvador. A ideia é verificar as ações do governo federal, além de conversar com líderes do movimento e com os policiais que não aderiram a ele.

Impasse  

A greve da Bahia chegou a um impasse. O líder do movimento, Marco Prisco, diz que as reivindicações salariais estão “bem encaminhadas”.

O problema, afirma, está no pedido de prisão dos líderes do movimento, decretado pela Justiça. Na lista dos procurados, ele diz que ninguém retornará ao trabalho sem que haja uma anistia geral.

Já não há mais mulheres e crianças dentro da Assembleia baiana, onde os grevistas se amotinam. A luz foi restabelecida no local ontem.

Apesar do aparente distensionamento, a tentativa frustrada de acordo levou ontem manifestantes à rampa da Assembleia para gritar em coro: “Ôôô, o Carnaval acabou!”

Tropas federais enfrentam grevistas na Bahia

Manifestantes que apoiam os PMs em greve entram em confronto com as tropas federais. Foto: Agência Estado

Policiais militares em greve desde o dia 31 de janeiro entraram em confronto com soldados do Exército por volta de 11h45 desta segunda-feira, 6, em frente ao prédio da Assemblea Legislativa da Bahia, em Salvador.

Cerca de 300 PMs estão acampados no prédio, junto com as famílias, e os homens da Forças Armadas usaram balas de borracha para impedir a entrada de mais grevistas no edifício. Durante o tumulto, os policiais desistiram de entrar no prédio e recuaram.

Pelo menos uma bomba de efeito moral foi usada e deixou ferido um cinegrafista da TV Bandeirantes, que teve sangrameto pelo nariz. O fotógrafo da Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, Elói Corrêa, foi atingido por um tiro de bala de borracha no braço. Familiares que acompanhavam os PMs amotinados sairam do prédio durante a madrugada.

Desde as 5h30, cerca de 600 soldados do Exército, além da Força Nacional e Polícia Federal, militares da Tropa de Choque e do grupo de operações especiais ocupam os entornos da Assembleia. O local é utilizado pelos grevistas e suas famílias desde terça (1) quando a PM do Estado decretou paralisação.

Além de encerrar a greve, o Exército também esperar cumprir os 11 mandados de prisão expedidos pela Justiça baiana contra os líderes do movimento, que ainda estão no pátio do local. Todos os agentes cercam a Assembleia e possuem forte armamento – metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).

(Com informações do Estadão e iG).

‘Não negocio com PM bandido’, diz governador da BA

Por Fábio Guibu e Graciliano Rocha, da Folha de S. Paulo: 

Salvador - O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são “coisa de bandido”.

O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.

Governador da Bahia, Jaques Wagner, do PT

O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo. Abaixo, a entrevista:

Folha – Esta greve poderia ter sido evitada?
Jaques Wagner - Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois “berros” [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.

Mesmo com motivação nacional, houve uma adesão forte dos PMs daqui por melhores salários.
Quem não quer ganhar mais? Todo mundo quer, mas precisa saber da legalidade e das consequências. Não é pouca coisa o aumento de 30% acima da inflação que policiais tiveram em cinco anos.

No momento em que a greve foi deflagrada, o sr. estava em Cuba. O sr. foi surpreendido?
Eu estava monitorando. A assembleia [de grevistas] foi dia 31 à tarde, cheguei na madrugada do dia 2. Havia autoridade aqui. Tinha o governador em exercício e o secretário de Segurança. A primeira ligação que eu recebi foi informando que a assembleia deu mais gente do que eles achavam que ia dar. A avaliação que as estruturas de segurança tinham [do movimento] não se confirmou na assembleia. Isso é fato.

O governo não negocia com a Aspra (entidade que lidera a greve) por isso?
É a associação que tem o menor número de associados.

Mas tem o controle do movimento. O sr. já foi sindicalista. Não é um equívoco não negociar com quem lidera?
Não acho que a categoria tenha apreço por essa liderança. Ninguém do governo vai receber o [presidente da Aspra, Marco] Prisco. Ele está com ordem de prisão decretada.

Em 2001, quando a PM parou por duas semanas e também houve uma onda de violência na Bahia, o sr. era de oposição e apoiou o movimento.
Eu não.

O partido do sr. apoiou.
Vários parlamentares apoiaram, eu não apoiei. Eu entrei para negociar e ajudar a sair da greve.

Pode haver invasão da Assembleia, onde estão acampados os líderes do movimento?
Invasão, não, porque é um prédio de outro poder [Legislativo]. Mas o próprio poder está incomodado com a presença de pessoas com ordem de prisão sentadas ali.

O Estado baiano ou as Forças Armadas irão prender essas pessoas?
Tem uma ordem judicial para ser cumprida. A estrutura militar e policial está montando uma estratégia para cumprir a ordem.

O sr. pode anistiar os grevistas?
Não vou assinar anistia nenhuma a quem cometeu crime, invadiu ônibus, matou mendigos ou moradores de rua, como foi feito. A figura da anistia não existe, ela só existe quando se encerra um regime de exceção. Não estamos em um regime de exceção. Anistia é presente e estímulo a esse processo.

O sr. tem informações concretas que grevistas mataram pessoas?
Óbvio que não tenho prova. Como a estratégia deles é a criação de pânico, é muito estranho que nesses dias morram moradores de rua na proximidade da associação deles. Você pode perguntar se estou sendo leviano. Estou falando de uma suspeita; será acusação se a gente conseguir provas.

O governo pode fazer alguma concessão para encerrar o impasse?
Não tem acordo. Não dá para a gente ficar alimentando isso como método de reivindicação salarial. Isso não existe. Qual é a segurança que posso lhe dar amanhã se é a polícia quem está tirando cidadão de ônibus? Isso é coisa de bandido. Estou falando até como ex-grevista.

Os militares darão segurança ao Carnaval de Salvador?
Ainda estamos a 10 ou 11 dias do Carnaval. Não há hipótese de esse planejamento da PM para o Carnaval não ser cumprido. Até lá estará acabado esse processo [de greve].

O sr. vai cortar o ponto de quem aderiu à greve?
Há uma separação gritante entre os marginais, que estão cometendo esses troços, de quem está querendo ganhar mais e aderiu. Tenho de separar o joio do trigo. Quem cometeu crime vai responder na Justiça. Para os outros, não, [o corte de ponto] será instrumento da negociação do comando da PM com eles.

Tá vendo aí Arnaldo Melo?! Presidente da Assembleia da BA pede que Exército desocupe prédio

De O Globo:

Salvador - O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), pediu ao general do Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos policiais militares em greve do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os grevistas estão no local há sete dias.

Nilo afirmou que não admite que o prédio da Casa seja usado para “abrigar fugitivos da justiça com mandado de prisão em aberto”.

Policiais cercam prédio da Assembleia da Bahia e podem invadi-lo a qualquer momento

- A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão falando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos maneira pacifica para desocupar (o prédio) – afirmou Nilo.

Contingentes do Exército que chegaram por volta de 7h à Assembleia Legislativa da Bahia, onde desde quarta-feira estão concentrados homens da Polícia Militar que fazem uma greve no estado, já entraram em embate nesta segunda-feira. Um grupo de cerca de cem grevistas e familiares de policiais que estão do lado de fora da Assembleia tentaram passar pelo bloqueio dos homens das Forças Armadas e invadir o local para se juntar ao grupo de PMs que estão dentro do prédio. Eles foram contidos por tiros de balas de borracha pela polícia do exército e pela tropa de paraquedistas. Um dos homens foi atingido nos dois pés e o outro foi alvejado na barriga.

Sem conseguir entrar no prédio, os grevistas se deslocaram para um outro ponto e foram seguidores de perto por homens do Exército, que usam escudos e capacetes protetores. Logo depois, os grevistas do lado de fora passaram a caminhar em círculo , fazendo com que as tropas fizessem o mesmo movimento. Além dos militares em terra, dois helicópteros sobrevoam o local em círculos.

Por volta das 8h40m, os militares reagiram novamente com balas de borracha e gás de pimenta contra os manifestantes. O embate aconteceu na área que o próprio Exército havia separado para os profissionais da imprensa.

Prisão

Na manhã desta segunda-feira, foi possível avistar armas nas mãos de dois grevistas que estão dentro da Assembleia Legislativa. Em meio ao clima tenso um rapaz conseguiu romper o cerco da polícia e chegou à rampa de acesso à Assembleia.

É possível que a desocupação do prédio comece a qualquer momento. Para isso, cerca de 600 homens do Exército, além de homens da Polícia Militar, da Coordenadoria de Operações Especiais da Polícia Civil baiana e da Polícia Federal fazem agora um cerco ao local. Veículos blindados das Forças Armadas, chamados Urutus, foram trazidos. O objetivo da operação, segundo o Coronel Márcio Cunha, porta-voz da 6ª Região Militar, é “isolar a Assembleia Legislativa com a finalidade de permitir o livre acesso de pessoas a essa área, a realização de negociação para a desocupação da Assembleia e a execução de mandados de prisão expedidos pela Justiça”. Segundo ele, a ação é respaldada pelo artigo 142 da Constituição e da Lei Complementar 97/99.

Um dos objetivos da ação é prender 11 militares considerados líderes da paralisação e que estão com mandado de prisão expedido pela Justiça. A Justiça havia expedido 12 mandados, mas um deles foi cumprido na madrugada de domingo, com a prisão de um dos grevistas.

Um dos grevistas destes militares que estão com mandado de prisão expedido é o presidente da Associação de Policiais, Bombeiros e de seus familiares (Aspra), o soldado Marco Prisco. Os grevistas, muitos deles armados e usando touca ninja, prometem resistir. Há mulheres e crianças entre os ocupantes do prédio. Em entrevista coletiva na noite de domingo, o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Nilo (PSDB), pediu ao comando das forças de segurança que assumiram o policiamento da capital baiana e de outras cidades durante a greve que determinassem a desocupação do prédio até a meia-noite para que o expediente começasse normalmente na manhã desta segunda-feira.

No início da noite, a luz foi cortada no prédio, e Marco Prisco conclamou os grevistas a resistirem, recomendando que não usassem armas de fogo. Leia mais aqui.

PF chega a Salvador para prender PMs em greve

Da Folha de S. Paulo e Agência Brasil:

São Paulo e Brasília – Quarenta homens do COT (Comando de Operações Táticas) da Polícia Federal desembarcaram neste domingo em Salvador para executar os mandados de prisão expedidos contra integrantes do movimento grevista da Polícia Militar.

Marcos Prisco, que teve moleza no MA, já tem prisão decretada

Os policiais federais também serão responsáveis pela remoção dos detidos para presídios federais.

Pela manhã, foi preso um dos 12 policiais militares grevistas que tiveram a prisão decretada na semana passada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o PM é acusado de formação de quadrilha e roubo de um carro da corporação.

Ele é lotado na Coppa (Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental) e foi preso pelo comandante da companhia. Além de responder pelos crimes, o policial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.

Ontem, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que os policiais militares em greve cometeram crimes que estão acontecendo em Salvador. Ele também disse que a categoria promove um “banho de sangue” para amedrontar a população.

O governador negou que pretenda autorizar a invasão da Assembleia Legislativa, onde os manifestantes estão acampados. Ainda segundo Wagner, os policiais que tiveram a prisão decretada são líderes do movimento e teriam sido identificados em atos de vandalismo.

Governador e ministro do PT dizem que policiais em greve ‘cometem crimes’ na Bahia

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista coletiva que os policiais militares em greve cometeram crimes que estão acontecendo em Salvador desde que a paralisação começou, na última terça-feira (31). O petista afirmou que os grevistas estão promovendo “banho de sangue” na cidade para amedrontar a população.

Desde que a paralisação foi decretada, entre terça e hoje, houve pelo menos 59 homicídios em Salvador e região metropolitana – quase o dobro do registrado nos mesmos dias da semana passada. Além disso, houve saques a lojas e supermercados.

Governador da Bahia, Jaques Wagner, diz que não vai fazer acordo com grevistas que promovem saques em Salvador

“Parte dos crimes pode ser parte da própria operação montada. A tentativa de criar um clima de desespero para fazer a autoridade do governo do Estado sucumbir ao movimento”, disse o petista. “É tentativa de guerra psicológica. Parte disso é cometida por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento”, afirmou.

Ao negar que pretenda autorizar a invasão da Assembleia Legislativa, onde os grevistas estão acampados, Jaques Wagner atribuiu as mortes a grevistas. “[Possibilidade de invasão da Assembleia] é mais uma tentativa de achar adesões e provocar pânico. As pessoas estão falando em banho de sangue. Só se for de lá para cá, aliás, algum banho de sangue já foi promovido por eles na cidade.”

O governador subiu o tom e disse que não vai se dobrar ao “crime organizado” e que não vai anistiar policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Ele afimrou que os 12 mandados de prisão concedidos pela Justiça são contra líderes do movimento e contra policiais identificados em atos de vandalismo, como os que furaram pneus de ônibus ou de carros de polícia. “Não vejo como anistiar ou perdoar quem cometeu crime de vandalismo ou de ameaça de morte. Não tem acordo comigo”, declarou Wagner, que completou: “Não é possível que governadores sejam ameaçados por policiais com arma em punho”.

Ministro

Já o ministto da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que “todos os crimes cometidos nesse período são qualificados como crimes federais e serão tratados como tais. Seremos muito firmes no cumprimento do nosso dever”.

Cardozo considerou “inaceitável” a forma como os policiais estão conduzindo a greve. “O Estado de Direito não permite o abuso do próprio direito. Isso [a greve], da forma como está sendo tratado, é inaceitável”.

(Com informações da Folha.com e Agência Brasil).

Governador do PT pede e consegue prisão para policiais grevistas na Bahia

Vocês lembram da greve da PM no Maranhão? Na ocasião os deputados que fazem oposição irresponsável como Bira do Pindaré e Domingos Dutra (PT), Eliziane Gama (PPS), Neto Evangelista (PSDB), Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB), e o líder de todos, Flávio Dino (PCdoB), criticaram a governadora Roseana Sarney (PMDB) por ter pedido na ilegalidade do movimento e a prisão de seus líderes.

Arruaceiro profissional Marcos Prisco é quem comanda greve na Bahia

Como nada melhor que um dia após o outro, na sequência vieram as greves do Ceará, Pará e agora na Bahia. O govenador cearense Cid Gomes (PSB), o paraense Simão Jatene (PSDB), e agora o baiano Jacques Wagner (PT), principal fonte de inspiração política de Bira, fizeram o mesmo.

No Ceará o ex-ministro Ciro Gomes (PSB), irmão do governador do Ceará, classificou o movimento grevista como “conchavo de marginais fardados com marginais da quadrilha da droga que colocou toda a sociedade refém”. Ciro disse ainda que os militares pressionaram o governo de seu irmão usando “como escudo crianças e mulheres”.

Na Bahia a coisa está feia. A Secretaria de Segurança registrou 29 homicídios durante todo o dia de ontem e a madrugada deste sábado na região metropolitana de Salvador. Desses, 28 mortes ocorreram na sexta-feira, além de dez tentativas de assassinato.

Salvador está sendo sacudida por auma onda de saques a lojas, enquanto shows e vários eventos estão sendo cancelados por falta de segurança.

Em rede estadual de rádio e TV, Jacques Wagner anunciou a prisão de 12 pessoas ligadas à greve dos policias. O petista não citou os nomes dessas pessoas. O anúncio aumentou a tensão na Assembleia Legislativa, onde os grevistas estão acampados, a exemplo do que ocorreu no Maranhão.

“Não podemos conviver com um movimento já decretado ilegal pela Justiça”, disse o governador na TV. A PM da Bahia, segundo Wagner, “não pode permitir se transformar num instrumento de intimidação e desordem”. Ele afirmou que não vai aceitar que “um pequeno grupo cometa atos de desordem para assustar a população” (leia mais).

E agora Bira?

Quem está por trás da greve na Bahia é o mesmo arruaceiro profissional que dava ordens aos coronéis “balaios” Ivaldo Barbosa e Francisco Melo no Maranhão: Marcos Prisco, militante do PCdoB e hoje no PSOL (leia mais).

O objetivo de todos esses movimentos é fazer uma grande manifestação em vários estados durante a Copa de 2014.

Parece ser isso que desejam esses políticos que fazem oposição irresponsável.