PF investiga agiotagem em Lago Verde

Raimundo Almeida ficou rico no cargo

A Polícia Federal investiga se os R$ 327 mil apreendidos com Alex Almeida, filho do prefeito Raimundo Almeida (Lago Verde), na sexta-feira passada (reveja), seriam usados para pagar agiotas da região.

Alex Almeida, secretário de administração do município, e o funcionário da prefeitura Eudsvan Lima foram soltos ontem, após três dias na cadeia. O prefeito está sendo procurado desde a prisão do filho, mas não foi localizado. A PF tenta notificá-lo para que preste depoimento. A polícia chegou a receber a informação de que ele estava circulando num carro de capacete para não ser reconhecido.

Alex aumentou as suspeitas dos federais durante seu depoimento ao permanecer calado quando questionado se os R$ 327 mil serviriam para o pagamento de agiotas. Ele respondeu às outras perguntas normalmente. Ontem vários rumores oriundo de Lago Verde davam conta que Raimundo Almeida (PP) estava sendo ameaçado por agiotas. A Polícia Civil desmentiu a informação

A PF desconfia que os R$ 327 mil sacados na agência do Banco do Brasil em Bacabal seriam levados para uma lotérica da família e depois transferido aos agiotas.

Os federais investigam ainda um suposto enriquecimento ilícito do prefeito. Até assumir a prefeitura, ele era zelador de uma escola no município. Hoje, além de lotérica, está construindo uma mansão na cidade. Seus familiares circulam em carrões importados.

A prisão de Alex Almeida fez parte da Operação Rapina VII comandada pelo delegado Pedro Meirelles.

Histórico

Polícia Federal apreendeu R$ 327 mil em espécie e 28 talões de cheque com Alex

Lago Verde viveu entre fevereiro e julho uma intensa disputa judicial/eleitoral/política com um entra-e-sai interminável na prefeitura. Acusado pela Câmara de Vereadores de não prestar contas dos gastos municipais e permitir procedimentos licitatórios suspeitos, Raimundo Almeida foi afastado do cargo várias vezes sendo substituído pelo vice, Olivar Lopes (PSL).

Ele venceu a questão no STJ.

Filho de prefeito é preso pela PF com R$ 327 mil

Polícia Federal apreendeu R$ 327 mil em espécie e 28 talões de cheque com Alex

O filho do prefeito de Lago Verde, Raimundo Almeida (PP), e um funcionário da prefeitura foram presos na tarde desta sexta-feira pela Polícia Federal, em Bacabal, de posse de R$ 327 mil e 28 talionários de cheques. Os recursos eram oriundos de verbas públicas. A ação foi comandada pelo delegado Pedro Meirelles.

Alex Almeida, que é o secretário de Administração do governo do pai, e o funcionário Eudsvan Lima, foram trazidos para São Luís onde serão ouvidos durante toda a madrugada. Eles usaram cerca de 50 cheques para sacar os R$ 327 mil.

Os advogados da prefeitura alegam que o dinheiro seria usado para fazer o pagamento do funcionalismo, já que em Lago Verde não existe agência banária. Afirmaram ainda que parte dos recursos serviria para pagar uma banda de forró que se apresentará na cidade.

No entanto, os policiais foram até a prefeitura e o prédio estava fechado. Nenhum servidor municipal sabia de tal pagamento nesta sexta-feira. Este tipo de pagamento de shows artísticos é irregular.

A polícia acredita que o dinheiro seria usado no pagamento de agiotas e do ex-prefeito da cidade, padrinho político de Raimundo Almeida, que não foi localizado pelos federais.

Disputa política

PF desconfia que dinheiro seria usado para pagamento de agiotas

Lago Verde viveu entre fevereiro e julho uma intensa disputa judicial/eleitoral/política com um entra-e-sai interminável na prefeitura.

Acusado pela Câmara de Vereadores de não prestar contas dos gastos municipais e permitir procedimentos licitatórios suspeitos, Raimundo Almeida foi afastado do cargo várias vezes sendo substituído pelo vice, Olivar Lopes (PSL).

Ele venceu a questão no STJ.

Fotos: Biaman Prado/ Divulgação.

Prefeito de Lago Verde volta ao cargo

Mais um capítulo da “novela” Lago Verde. O juiz da 3ª Vara de Bacabal, Wilson Manoel Silva, determinou ontem o retorno do prefeito Raimundo Almeida (PP) ao comando do município. Almeida foi cassado pela Câmara de Vereadores ainda em fevereiro acusado de não prestar contas e permitir procedimentos licitatórios suspeitos.

Prefeito de Lago Verde Raimundo Almeida

Desde então uma série de recursos na justiça provocou uma sucessão de mudanças no Executivo entre o prefeito e o vice-prefeito Olivar Lopes (PSL).No período do lítigo, ambos fizeram saques milionários das contas da administração. O caso foi parar até no STJ sendo julgado desfavorável ao prefeito.

Nesta quinta-feira, o Manoel Silva julgou o mérito do mandado de segurança ajuizado pelo advogado de Almeida, Willamy Santos. No intenso debate jurídico sobre o caso, a Câmara alegou a suspeitção do magistrado. O Tribunal de Justiça considerou improcedente a suspeita dos vereadores.

Segundo o juiz, o processo do Poder Legislativo que afastou o prefeito de Lago Verde se constituiu num “amontoado desconexo de alguns documentos, que nem de longe pode-se chamar de autos de um processo”. “Isso torna absolutamente inoperante o ato de cassação, posto que fundado em processo administrativo nulo, com vícios formais incontornáveis”, completou Manoel Silva decretando nula a cassação do progressita.