Bandido toca fogo e explode posto em Maracaçumé. As imagens são impressionantes; veja o vídeo

Na sexta-feira passada a empresária Cândida Marques Ferreira, de Maracaçumé, procurou a Secretaria de Segurança para pedir garantias de vida à governadora Roseana Sarney (PMDB).

Bandido joga gasolina e incendeia posto, que ficou destruído

Em documento entregue ao secretário Aluísio Mendes, ela afirma estar “na iminência de ser assassinada, em face de ameaças de morte e danos ao seu patrimônio pessoal”.

Dona do Auto Posto São Lucas, no centro da cidade, a empresária conta que o marido Lucas Anastácio Ferreira foi “brutalmente assassinado com cinco tiros” em julho de 2006 no local. Na ocasião, o motorista dele, Pedro Moreira, também morreu.

Lucas Ferreira também tinha pedido proteção policial na ocasião. O então secretário e hoje deputado Raimundo Cutrim (DEM) colocou a polícia para protegê-lo.

“Inobstante, com a mudança de comando na secretaria, assumiu o doutor Raimundo Marques, ex-presidente da OAB-MA, que retirou inexplicavelmente a segurança prestada. Deploravelmente, pouco tempo depois, Lucas Anastácio Ferreira foi brutalmente assassinado”, diz a viúva no documento.

Cândida Ferreira conta que no dia 19 passado, os assassinos do marido voltaram ao local para incendiar o posto agora comandado por ela.

“O serviço dos algozes de Lucas Anastácio Ferreira, ao que parece, não estava completo, posto que esses malfeitores estão determinados a exterminar a requerente e sua família, uma vez que ela continua sendo ameaçada de morte”, cpmpleta no documento.

É a volta do crime organizado a nem sempre pacata Maracaçumé.

A empresária está oferecendo R$ 5 mil para quem der pista do criminoso. Se você tiver alguma informação ligue para (98) 3373-1823 (Delegacia) e (98) 8724-4714 (Polícia Militar).

As imagens abaixo são impressionantes. O bandido, de boné e mochila, chega no posto armado, pega a bomba de gasolina, derrama o produto no local e ateia fogo. Poucos minutos depois o posto explode. O interesse dele não é roubar nada. É apenas aterrorizar. Clique e veja:


Maracaçumé: ex-prefeito João do Povo executado por dívida de R$ 1,9 milhão

A Promotoria de Justiça da Comarca de Maracaçumé (a 458 km de São Luís) ajuizou ação de execução forçada contra o ex-prefeito de Maracaçumé João José Gonçalves de Souza Lima, o João do Povo, no sentido de para garantir a devolução de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos.

O valor é referente ao Acórdão nº 41/2010, do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE), que constatou irregularidades na prestação de contas da Prefeitura de Maracaçumé, nas contas de gestão e ao Fundo de Desenvolvimento de Ensino Fundamental (Fundef), todas do exercício financeiro de 2006.

No documento, o promotor Carlos Rafael Fernandes Bulhão requer a penhora e indisponibilidade de bens do ex-prefeito para garantir o pagamento do débito, que soma atualizado R$ 1.951.933,61. A ação foi ajuizada em 11 de maio deste ano.

Segundo o promotor, o juiz determinou a citação do réu para que em três dias efetuasse o pagamento do débito atualizado. Contudo, o ex-prefeito embargou a ação, tendo o Ministério Público apresentado a devida contestação, estando os autos conclusos para o julgamento do juiz.

Ações

No período de maio/2010 a maio/2011, o promotor Carlos Rafael Bulhão ajuizou 29 ações civis públicas semelhantes. Tratam-se de execuções de acórdãos do TCE propostas contra os ex gestores dos cinco municípios que compõem a comarca: Maracaçumé, Centro Novo do Maranhão, Junco do Maranhão, Amapá do Maranhão e Boa Vista do Gurupi.

De acordo com o promotor, as ações têm como réus ex-prefeitos e ex-presidentes das Câmaras Municipais, que tiveram suas contas desaprovadas ou aprovadas com ressalvas, mas sempre com imputação de débito e/ou aplicação de multa pelo TCE. “A quantia executada nas 29 ações é de aproximadamente R$ 4.900.000,00”, afirma o promotor.

Das 29 ações, nove são contra o ex prefeito de Maracaçumé João José Gonçalves de Sousa Lima. Os maiores valores executados são de R$ 1.522.410,35 e R$ 1.890.696,49 decorrentes, respectivamente, dos acórdãos PL-TCE 98/2009 e 41/2010.

(As informações são do Ministério Público).